TC indica falcatruas na UPA da CIC | Fábio Campana

TC indica falcatruas na UPA da CIC

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) identificou irregularidades na gestão da UPA CIC, em um documento de mais de 9 mil páginas. Os técnicos do Tribunal observaram problemas como o superfaturamento, direcionamento na licitação, ausência de recolhimento de tributos, problemas de gestão e beneficiamento de grupos ligados a políticos. Um prejuízo para toda a população que depende da UPA CIC.

Em 2018, o Instituto Nacional de Ciências da Saúde (INCS), uma Organização Social (OS), foi contratada pela Prefeitura de Curitiba para “gerir” a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) CIC. O processo já conturbado na época mostrava que a contratação de OS poderia facilitar a corrupção, além de precarizar as condições de trabalho e o atendimento à população.

O INCS, que já estava sendo investigado na época em São Paulo por indícios de simulação nos processos de licitação, agora é investigado em Curitiba por favorecimento da Prefeitura em relação à empresa durante o processo licitatório. Durante a licitação, outra empresa que possuía um valor mais caro, porém, justificado pela qualidade que apresentava foi excluída do processo, favorecendo o INCS.

Como se a terceirização não fosse ruim o suficiente, o INCS resolveu quarteirizar os serviços de contratação de funcionários para uma outra empresa, a chamada ATMED. O engraçado é que esta empresa surgiu menos de um mês antes de ser contratada pelo INCS. Entre os acionistas da ATMED está Thiago Gayer Madureira, doador de campanha de Pier Petruzziello, um dos líderes da bancada de vereadores de Rafael Greca e grande defensor da terceirização.

O valor foi calculado baseado no valor da hora de cada profissional e deveria ser pago em sua totalidade para os médicos contratados da empresa. Porém, a apuração do TCE mostrou que os trabalhadores só receberam cerca de 48% do valor. O restante fica para a ATMED. De acordo com o TCE, em seis meses a ATMED deveria ter repassado mais de R$ 13 milhões em pagamentos, porém, a empresa embolsou mais de R$ 4 milhões do valor previsto em apenas dois anos.


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