Romanelli considera o Paraná castigado pelo governo federal | Fábio Campana

Romanelli considera o Paraná
castigado pelo governo federal


“A cada dia fico me perguntando por que nós paranaenses temos sidos tão castigados pelo Governo Federal?”. O questionamento foi feito pelo deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) durante a sessão plenária de quarta-feira (28) da Assembleia Legislativa do Paraná.

O motivo? Além do modelo híbrido, com a cobrança de taxa de outorga, lesivo para as novas concessões de pedágio nas rodovias do estado, o Governo Federal pretende agora criar um “pedágio marítimo” no Canal da Galheta, que dá acesso ao Porto de Paranaguá. “Acreditam que o Governo Federal quer colocar um pedágio para os navios acessarem o Porto de Paranaguá? Pois é verdade, é inacreditável. Querem criar o navegágio, uma inovação no pedágio”, disse Romanelli.

Segundo o deputado, a medida irá acarretar mais custos para o setor produtivo do estado, e do Brasil, já que o Porto de Paranaguá é o maior porto graneleiro do mundo. “Tenho a impressão de que o Governo Federal quer nos castigar com uma proposta absurda. Não bastasse o ‘Custo Paraná’ elevadíssimo na área da logística por conta dos pedágios nas rodovias agora querem aumentar ainda mais os custos, colocar um pedágio no mar para que os navios possam acessar o Porto de Paranaguá”.

Segundo pesquisa feita pelo deputado, houve no passado uma tentativa de fazer algo parecido no Porto de Santos, no litoral paulista, mas que foi rechaçada. “Tem uma experiência malsucedida com isso que é na baía do Rio da Plata, em Buenos Aires, que onera profundamente o setor produtivo”, relatou. “Penso que essa é mais uma dessas propostas estapafúrdias feita por um burocrata de Brasília na tentativa de prevalecer o ‘Brasil cartorial’. Entra Governo, sai Governo e os interesses sempre permanecem. Vai agregar mais custo ainda ao transporte e fundamentalmente ao setor produtivo do Paraná e do Brasil, já que o Porto de Paranaguá é o celeiro do mundo. Quero fazer um alerta e uma consulta ao secretário de Infraestrutura do Paraná, Sandro Alex, para saber se ele conhece esse projeto”, finalizou.

A divulgação da possibilidade de criar um pedágio no acesso ao Porto de Paranaguá foi feita pelo secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, em publicação em uma rede social. A concessão do canal de acesso ao Porto faz parte do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).


3 comentários

  1. Ivo Martins de Londrina
    sexta-feira, 30 de abril de 2021 – 11:15 hs

    Romanelli, cresci perto de vc e sei irmāo gêmeo. Votei algumas vezes. Porém, me decepciona muito esses factóides seus criados as vésperas das eleições. Igual aquela de não pagar pedágio. Vc fazer esse questionamento óbvio referente ao Governo Federal é piada. Te elegemos para cobrar isso junto com outros mais 50 parlamenatres. E fica pergunta? Só isso, usar a imprensa. Aliás, imprensa já foi melhor. Temos outros 30 federais e 3 senadores. Pq nao organiza uma reuniāo conjunta para estabelecer uma pauta nesse sentido. Não seria mais útil? Fica a dica pra todos. Já acreditei mais.

  2. sexta-feira, 30 de abril de 2021 – 14:25 hs

    Olá

    Concordo com o deputado Romanelli, o atual governo do Paraná não tem identidade, posicionamento, fica sem saber o que fazer, não tem estratégica de futuro concorda e aplaude tudo o que vem do governo Bolsonaro e isso está enfraquecendo as ações importantes do nosso estado.

  3. Renato
    sexta-feira, 30 de abril de 2021 – 19:36 hs

    Seria interessante, para um jornalista sério, oferecer aos seus leitores informações de qualidade. Em todo os portos do MUNDO, os navios pagam uma tarifa para uso do canal de acesso dos portos. Aqui no Brasil, essa tarifa chama-se Tabela I, e atualmente é cobrada por todos os portos do BRASIL. Quando há concessão de Canal de Acesso, uma PARTE da tarifa EXISTENTE, passa a ser repassada ao concessionário que se compromete com os investimentos previstos em contrato. Como se pode verificar, falar em IMPLANTAÇÃO DE PEDÁGIO, é pura desinformação.

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