Bolsonaro muda 6 ministros que reforçam alinhamento ao Planalto | Fábio Campana

Bolsonaro muda 6 ministros que reforçam alinhamento ao Planalto

O presidente Jair Bolsonaro confirmou na noite desta 2ª feira (29.mar.2021) os nomes de quem assumirá 6 ministérios de seu governo. Entre os divulgados, a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF) é a principal surpresa entre os indicados. Ela assumirá a Secretaria de Governo.

As trocas também envolvem os ministérios da Casa Civil, Justiça e Segurança Pública, Defesa, Relações Exteriores e AGU (Advocacia Geral da União).

As mudanças no governo começaram no fim da manhã desta 2ª feira, quando o ministro Ernesto Araújo pediu demissão da pasta de Relações Exteriores. Ele vinha recebendo pressão de congressistas para deixar o cargo, devido aos resultados apresentados na negociação com países para a compra de vacinas para o combate da covid-19. No lugar dele quem assume é o embaixador Carlos Alberto Franco França, que chefiava o setor de Cerimonial da Presidência da República.

Horas depois de Ernesto, foi a vez de o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, anunciar que deixaria o cargo. Ele não informou o motivo da saída, mas o Poder360 que o presidente Bolsonaro estava insatisfeito com a condução dele na pasta. Segundo o governo, quem assume é o também general Walter Souza Braga Netto, que chefiava a Casa Civil.

Com a mudança na Casa Civil, o general Luiz Eduardo Ramos, que ocupava a Segov (Secretaria de Governo), foi indicado para o posto de Braga Netto. Antes da confirmação de Flávia Arruda para a secretaria, outros nomes foram cogitados, como o do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR). A congressista é casada com o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que foi preso acusado de chefiar um esquema de desvio de dinheiro nas obras de construção do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

Na Câmara, Flávia Arruda sempre atuou de forma favorável ao governo Bolsonaro. Votou a favor da reforma da Previdência e foi, recentemente, presidente da Comissão Mista do Orçamento, no Congresso.

AGU E JUSTIÇA
Na esteira das demais mudanças, o advogado-geral da União, José Levi, foi outro que anunciou a saída do cargo. Ele será substituído por André Mendonça, que estava na Justiça e Segurança Pública, mas já ocupou a AGU.

Com a troca nas duas pastas, o delegado da Polícia Federal, Anderson Torres é quem deverá assumir o cargo no Ministério da Justiça e Segurança Pública, enquanto Levi deve continuar sem cargo no governo.


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