O mistério da SputnikV de Ratinho Jr | Fábio Campana

O mistério da SputnikV de Ratinho Jr


Há mistérios insondáveis que por mais que se procure desvendar é difícil obter resposta. O que dizer do Santo Graal, que, até hoje, ninguém achou. Pois agora temos mais um mistério que parece impossível decifrar. Ninguém sabe dizer porque a vacina russa SputnikV, considera agora a mais eficaz no combate ao coronavirus, desapareceu completamente dos planos e dos discursos de Ratinho Jr e seu governo. Pois a Sputnik foi anunciada como objeto de um convênio entre instituição do governo russo e o Tecpar, que estaria pronto para produzi-la aos milhões.

O que agora sabemos é que a SputnikV não precisará passar pela fase 3 de testes no Brasil para que seja produzida. Isso deve ampliar as opções brasileiras e facilitar a entrada do imunizante russo SputnikV no país ―um pleito já levado até ao Supremo Tribunal Federal pelo Governo da Bahia. Só o governo do Paraná não diz nada. Está mudo. Mudinho. Nós vamos ter que ficar com o mistério de uma vacina anunciada com estardalhaço como uma solução do governo Ratinho e que depois desapareceu da pauta de Ratinho Jr e de todos os membros do governo nativo. Vamos aguardar, talvez ema de suas aparições na televisão, que lhe ocupa quase todo o tempo, o secretário Beto Preto dê ao menos uma dica sobre o imbróglio.

A flexibilização da Anvisa deve ampliar as opções brasileiras e facilitar a entrada do imunizante russo Sputinik V no país ―um pleito já levado até ao Supremo Tribunal Federal pelo Governo da Bahia. No mesmo dia, o Ministério da Saúde anunciou que negocia a compra de doses desta vacina e também da indiana Covaxin. O Governo espera ter as primeiras remessas já em fevereiro, mas os próximos passos para a autorização de uso emergencial depende da estratégia das empresas, que devem enviar os pedidos à Anvisa e apresentar uma série de dados que garanta a segurança, a eficácia e a qualidade dos imunizantes. A partir daí, uma resposta da agência deve vir em um prazo de até 30 dias. Para as vacinas com estudos nacionais, o prazo da agência é de dez dias.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde anunciou que negocia a compra de milhões de doses desta vacina e também da indiana Covaxin. O Governo espera ter as primeiras remessas já em fevereiro, mas os próximos passos para a autorização de uso emergencial depende da estratégia das empresas, que devem enviar os pedidos à Anvisa e apresentar uma série de dados que garanta a segurança, a eficácia e a qualidade dos imunizantes. A partir daí, uma resposta da agência deve vir em um prazo de até 30 dias. Para as vacinas com estudos nacionais, o prazo da agência é de dez dias.

Até que enfim. Já disseram que a humanidade, que tanto progrediu em valores materiais e tecnológicos, não progrediu em valores morais e espirituais porque não conseguiu desvendar mistérios de sua história -e aí entram o Santo Graal, que, até hoje, ninguém achou, e a ossada de Dana de Teffé, que, na minha opinião, emperra o desenvolvimento nacional e a felicidade geral da nação, com ou sem o hexacampeonato.
Descobriram agora a ossada de um jornalista assassinado em 2003, um de seus seqüestradores deu o serviço. Há seguramente muitas outras ossadas em solo nacional: bandidos comuns, contestadores do regime militar de 64, adúlteras que foram enterradas por maridos ciumentos e bem-sucedidos, se não na cama, no crime.
Dana de Teffé escapa de tudo isso. Não era bandida, nem mulher infiel na ocasião de sua morte. Nem guerrilheira, embora tenha sido espiã de alemães, russos, ingleses e mexicanos. Foi também bailarina clássica, casou-se com um brasileiro e veio riquíssima desfrutar o paraíso tropical. Juntou-se a um advogado esperto que, tudo indica, a matou e enterrou seu corpo em lugar até hoje ignorado. Durante meses, polícia e jornais buscaram a sua ossada. O advogado não pode ser condenado porque o corpo da vítima nunca foi encontrado.
A partir daí, conseguimos muita coisa: conquistamos cinco campeonatos mundiais, temos auto-suficiência em petróleo, um brasileiro foi ao espaço, tivemos três campeões de Fórmula Um, elegemos um operário para a Presidência da República.
Mas estamos longe da bem-aventurança. Continuamos com mais problemas do que soluções. Enquanto não descobrirmos a ossada de Dana de Teffé, outras ossadas serão descobertas e não iremos para a frente.


Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*