No MDB, a briga agora é na Justiça | Fábio Campana

No MDB, a briga agora é na Justiça


Rachou o que já estava rachado há muito tempo. O deputado federal Sergio Souza e o ex-senador Roberto Requião, que já foram desafetos, selaram uma aliança para defenestrar da direção do partido a coalizão de forças que orbitava em torno da liderança de João Arruda. Como consequência e manobras de Souza em Brasília, o deputado Baleia Rossi dissolveu o diretório do MDB do Paraná, nomeou uma nova comissão provisória formada por Souza, Hermes Frangão Parcianello, Requião Filho e Anibelli Neto.

Mas o processo foi paralisado pelo juiz Paulo Guilherme Mazini, da 11ª Vara Cível de Curitiba, que impediu a realização da convenção estadual do partido. O alvo principal da disputa é cartorial. Requião, Souza et caterva querem o domínio do fundo partidário e do fundo eleitoral. Eles projetam suas pretensões para 2022. Em princípio, Requião quer voltar ao governo estadual e Souza pensa na vaga do Senado.

O impasse deve durar. Enquanto a liminar não for derrubada, a tendência é Rossi renovar indefinidamente as comissões provisórias até pelo menos o fim de 2022.


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