Gaeco investiga desvio de verbas públicas em Ponta Grossa | Fábio Campana

Gaeco investiga desvio de verbas públicas em Ponta Grossa


Na manhã desta sexta-feira (19), dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em uma investigação sobre crimes de peculato em Ponta Grossa. Os suspeitos de cometerem os crimes são ex-diretores-presidentes da Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar). A ação foi realizada pelo Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná. Com informações do bet365.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa e são cumpridos nas residências dos investigados. Além das buscas, também é cumprido mandado de afastamento do cargo de diretor jurídico da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), atualmente ocupado por um dos ex-presidentes da Prolar.

De acordo com o Ministério Público do Paraná, a apuração é desdobramento da Operação Saturno, deflagrada em dezembro de 2020, que teve como foco supostos crimes praticados contra a própria Prolar e a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) de Ponta Grossa.

Nesta nova fase – denominada Dômus –, a investigação busca esclarecer possível desvio de verbas públicas da Companhia, que originalmente foram depositadas pelos mutuários do Programa Minha Casa Minha Vida para pagamento de taxas de cartório, mas que, a partir de 2017, deveriam ter sido devolvidas aos beneficiários, uma vez que tiveram sua cobrança suspensa pelo governo. Também foi determinada pelo Juízo a indisponibilidade de bens dos suspeitos para eventual restituição ao erário.

A apropriação indevida desses recursos públicos, inclusive, foi constatada em procedimento administrativo pela própria Prolar, tendo os ex-diretores restituído parte dos valores aos cofres públicos depois de descoberto o desfalque.


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