Sai coronel, entra marqueteiro no Ministério da Saúde | Fábio Campana

Sai coronel, entra marqueteiro
no Ministério da Saúde

A imagem do Ministério da Saúde está deteriorada pelas ações comandadas pelo presidente Jair Bolsonaro e o ministro intendente Eduardo Pazuello. A providência é aquela de sempre: chamar um marqueteiro para corrigir os estragos. O governo federal exonerou o coronel Alexandre Martinelli Cerqueira do cargo de subsecretário de Assuntos Administrativos do Ministério da Saúde. Alexandre Martinelli estava no posto desde maio, quando o governo Bolsonaro ampliou o número de militares em cargos estratégicos da Saúde. Na ocasião, ao menos vinte militares foram cedidos ao ministério, que já contava com o general Eduardo Pazuello como número dois do então ministro Nelson Teich – e que depois assumiu o comando da pasta.

Martinelli estava na equipe direta do secretário executivo do ministério, o também coronel Élcio Franco. A exoneração consta de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 20.

O documento formaliza ainda a nomeação do marqueteiro político Marcos Eraldo Arnoud Marques como assessor especial do ministro Pazuello. Markinhos, como é mais conhecido, foi chamado em dezembro passado por Pazuello para cuidar da comunicação e da imagem do ministro, que está à frente das ações do governo contra a covid-19.

Críticas

Pazuello é criticado por dar informações equivocadas e contraditórias e pelo trato com a imprensa. Nesta semana, por exemplo, após meses de defesa e entrega em massa pelo governo federal de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19, como a cloroquina e a hidroxicloroquina, o ministro disse que nunca estimulou o uso destes tratamentos.

Além disso, Pazuello vem acumulando erros de logística e de gestão, com destaque para o atraso na aquisição de vacinas contra o novo coronavírus e na lentidão de ações que poderiam ajudar a evitar o colapso na saúde em Manaus. A capital do Amazonas sofre grave crise decorrente da doença, intensificada nos últimos dias pela falta de oxigênio hospitalar, o que causou mortes de pacientes por asfixia.


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