"Mãos ao alto, o pedágio é um assalto" | Fábio Campana

“Mãos ao alto, o pedágio é um assalto”


O slogan pode ter se inspirado em antiga campanha contra a alta da tarifa dos ônibus em Curitiba. Mas reflete muito bem o que pensam os paranaenses sobre o pedágio e a engenharia que Bolsonaro e Ratinho Jr preparam para manter os preços altos e mínimos os serviços oferecidos em troca. À frente da campanha pelo “novo pedágio”, ratinho é um entusiasta do sistema de “outorga” contestado por todas as categorias de usuários.

Observem a treta. Como se fosse uma boa solução para a sociedade, o governador Ratinho anuncia um modelo híbrido para a concessão dos novos pedágios nas rodovias do Paraná. A licitação que deverá ocorrer no início do próximo semestre prevê cobrança de taxa de outorga. Inaceitável, segundo empresários e deputados que lutam contra o golpe. Só os exploradores do pedágio fazem festa. É tudo que queriam do governo que promete conceder a eles 3.327 quilômetros de rodovias estaduais e federais (834 quilômetros a mais do que o atual traçado) divididos em seis lotes com 42 praças de pedágio, 15 praças a mais do que atualmente. E um prazo de concessão é de 30 anos. Imaginem a farra.

O modelo de licitação tem previsão de R$ 42 bilhões em investimentos. O modelo prevê licitação por menor tarifa, e em caso de empate, o maior valor de outorga pago pelas empresas concorrentes. Metade do valor ficaria com o governo federal e a outra metade seria investido em obras nas rodovias concedidas ou usada para garantir desconto na tarifa.


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