Governadores não submissos a Bolsonaro vão comprar vacinas | Fábio Campana

Governadores não submissos a Bolsonaro vão comprar vacinas


A realidade é desesperadora e todos sabemos que se depender do governo Bolsonaro será difícil imunizar a população e evitar a perda milhares de vidas. Os entraves que o Brasil enfrenta para importar tanto as vacinas contra a covid-19 quanto a matéria prima para produzi-las nacionalmente já atrasam a entrega de novas doses e ameaçam uma descontinuidade na campanha de vacinação brasileira.

Paralelamente, alguns Estados dizem seguir suas tratativas com laboratórios para tentar comprar mais doses. O Paraná, infelizmente não está nessa lista, pois o governo ratinho Jr é totalmente alinhado a Bolsonaro. Ceará, Rio Grande do Sul e Bahia são exemplos dos que se mobilizam. Mas, com força de compra muito menor que o Governo Federal, têm um poder de negociação limitado e, portanto, ainda se ancoram principalmente nos imunizantes a serem disponibilizados pelo Plano Nacional de Imunizações (PNI).

Diante do impasse ―movido por uma série de desgastes nas relações diplomáticas causadas pelo Governo Bolsonaro e pela corrida global pelos imunizantes―, os governadores que tem atitude e não são submissos completamente a Bolsonaro, tomam a iniciativa de adquirir vacinas para seus estados. Ao mesmo tempo pedem ao presidente que melhore as relações diplomáticas com a Índia e a China, os dois países que concentram a maior parte da produção mundial dos insumos.

Paralelamente, alguns Estados dizem seguir suas tratativas com laboratórios para tentar comprar mais doses. O Paraná, infelizmente não está nessa lista. O governo ratinho Jr é totalmente alinhado a Bolsonaro. Ceará, Rio Grande do Sul e Bahia são exemplos dos que se mobilizam. Mas, com força de compra muito menor que o Governo Federal, têm um poder de negociação limitado e, portanto, ainda se ancoram principalmente nos imunizantes a serem disponibilizados pelo Plano Nacional de Imunizações (PNI).

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), já externou publicamente que há preocupação dos governadores com o baixo quantitativo de doses. Ele diz que determinou tratativas para uma possível compra futura da vacina russa Sputinik V, que tem perspectiva de produção no país e ainda não foi autorizada pela Anvisa, e mesmo de outros imunizantes. “Espero que não seja necessário, mas a forma como o próprio presidente trata o assunto faz com que se deixe um nível de tensão ainda em relação à efetiva disponibilidade das vacinas”, afirmou na última quinta-feira (18) em uma entrevista à CNN.

Em nota, a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul diz que “continua apostando e valorizando o PNI, com a perspectiva de que o Governo federal possa continuar distribuindo vacinas produzidas no Brasil e até vacinas compradas no exterior”, mas confirma o contato com laboratórios para futuras compras.


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