Gorou a vacina russa anunciada pelo Ratinho Jr? | Fábio Campana

Gorou a vacina russa
anunciada pelo Ratinho Jr?

Lembram da vacina russa que seria produzida aqui pelo Tecpar, anunciada com bumbos, trombones e foguetório pelo governador Ratinho Jr? Virou Doril. Sumiu. Não combinaram com os russos? Houve mais espuma que verdade nos anúncios sobre a produção de vacina pelo Tecpar? Ninguém sabe, ninguém viu. Se perguntar sobre essa vacina a alguém do governo, imediatamente ele faz cara de paisagem e muda de assunto.

O certo é que não temos a vacina russa e dispomos apenas de uma minguada cota da Coronavac chinesa produzida pelo Instituto Butantã. Um relatório dos deputados estaduais diz que o governo Ratinho Jr ainda avalia a continuidade da parceria que esboçou com as autoridades russas para ter a vacina Sputnik V, um dos primeiros imunizantes contra a covid-19 a começar sua aplicação no mundo. O documento também sinaliza que, caso o estado ainda tenha estudos clínicos da vacina, isso só deve acontecer em fevereiro.

A frente parlamentar do coronavírus na Alep foi a responsável pela elaboração do relatório, que resume os seis meses de atuação do grupo de deputados estaduais. Os parlamentares lembram a parceria que chegou a ser anunciada entre o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) e o Fundo de Investimento Direto da Rússia, mas que não vingou até agora.

Segundo o documento, o fundo russo indica que “está redimensionando o projeto com outros parceiros”, sendo estes divididos por funções científicas, de produção e comercial. Diante desse cenário, o governo do Paraná vai avaliar se considera pertinente seguir com a parceria, que previa a produção local da Sputnik V pelo Tecpar.

O relatório afirma que o órgão ligado ao governo paranaense ainda “aguarda um posicionamento dos parceiros russos, sobretudo sobre a execução da fase 3 de testes no Brasil, previsto para depois de janeiro”. Os testes em questão visam atestar a eficácia do imunizante. Enquanto as tratativas com o imunizante russo não avançam, a frente parlamentar indica que que o Paraná deveria considerar outras vacinas contra a covid-19, como a CoronaVac, a ser produzida em São Paulo pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Os parlamentares afirmam que o governo paranaense tem R$ 200 milhões à disposição para adquirir vacinas. “Após visitas e reuniões, podemos afirmar que o estado do Paraná precisa de um plano estadual de vacinação robusto e deve estar preparado para adquirir vacinas, caso seja necessário suprir ou complementar a estratégia que será adotada pelo Programa Nacional de Imunização [PNI, do governo federal].


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