Muitos são os pretendentes, poucos vão chegar lá | Fábio Campana

Muitos são os pretendentes,
poucos vão chegar lá


Não há rua, praça, bar, supermercado, em todos os lugares públicos corremos os riscos de pegar coronavírus e de encontrar um candidato às eleições de amanhã. Fuja daqueles que não usam máscara e querem dar abraço. É um duplo perigo. Ser pego pela peste e cair na conversa do candidato. Para essas duas pandemias ainda não há vacina.

Em Curitiba são 16 candidatos a prefeito, outros 16 a vice e 1.181 que se inscreveram para disputar as 38 cadeiras da Câmara Municipal, uma proporção de 31 candidatos por vaga.

Candidato costuma ser um otimista obstinado que vai atrás do voto até o último minuto, Mais ainda quando se trata de campanha de vereador, com tanta gente para pouca chance de chegar lá.

É a hora que os vereadores que se elegem em pequenos feudos procuram defender seu território com todas as armas e argumentos. Daí saem os Nhanhos do Tatuquara, Patinhos da Farmácia e que tais. Há os candidatos do púlpito, os que exploram igrejas, crenças e superstições para ganhar votos, como se Deus, que representam precisasse de representação na Câmara de Vereadores. Tem a turma da latinha, os comunicadores de rádio e televisão, enfim, como se v^re, sobra pouco espaço para candidatos que representam ideias, projetos, programas,


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