TV tem batalha entre 'segurança' X 'inovação' | Fábio Campana

TV tem batalha entre
‘segurança’ X ‘inovação’

Greca (DEM): “Casa arrumada”Bem Paraná – Na propaganda eleitoral na TV, a disputa pela prefeitura de Curitiba se tornou uma batalha entre o discurso de “segurança” pregado prefeito Rafael Greca (DEM), e a crítica dos adversários pela falta de inovação e de prioridade para questões sociais. Candidato à reeleição, Greca tem insistido na tecla de que após as dificuldades enfrentadas na gestão anterior, de Gustavo Fruet (PDT), ele conseguiu “arrumar a casa”, e portanto, não seria hora de apostar em “aventuras”. Já os principais concorrentes do prefeito apontam que a cidade parou no tempo nos últimos anos, acentuando as desigualdades entre região central e bairros periféricos.

Em seu programa, a campanha de Greca diz não existir “candidato perfeito”, mas “o mais preparado”, e que o eleitor já o conhece. “E conhecer quem vai estar à frente da prefeitura no enfrentamento da pandemia e do pós-pandemia e da recuperação econômica é muito importante”, afirmando que “não é hora de surpresas”. “Porque saber o que precisa ser feito não é difícil. Agora, saber o que fazer é outra história”, aponta o programa. “A cidade está melhor, mais bonita e mais justa que a que recebi”, diz o próprio Greca.

Entre os adversários mais incisivos de Greca, o deputado Fernando Francischini (PSL) questionou o atraso em obras como a da Linha Verde e a falta de inovação em outras. “O que está faltando para a prefeitura fazer o Ligeirão da Linha Leste-Oeste”, apontou. Segundo ele, falta um prefeito que esteja “na linha de frente”, e que “saiba a prioridade de quem anda de ônibus”. “Já perdemos quatro anos, não vamos perder mais tempo”, defendeu o candidato.

Velha política
O candidato do PT, Paulo Opuszka, foi à Vila Verde e Cidade Industrial de Curitiba (CIC) para denunciar o que chama de “descaso da prefeitura” com os mais pobres. “Não é possível ficar de braços cruzados como se nada tivesse acontecido”, critica, antes de prometer criar a “Renda Curitibana”, nos moldes do Bolsa Família e do auxílio emergencial.

João Arruda (MDB) aponta o crescimento no número de moradores de rua, como sintoma da falta de prioridade para o social. E promete criar uma linha de crédito com juros baixos para os pequenos comerciantes afetados pela pandemia. Christiane Yared (PL) acenou com uma reforma tributária para cobrar mais de quem ganha mais e menos de quem ganha menos. Para isso, disse que não se pode “estar amarrado às grandes famílias da velha política”. João Guilherme (Novo) criticou os gastos com “mordomias, motoristas e vinhos caros”. Carol Arns (Pode) disse que Curitiba “precisa avançar”, porque “o que temos já não basta”. Goura (PDT) que “é possível uma outra Curitiba”, mais “humanizada”.


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