Resumo da opereta eleitoral | Fábio Campana

Resumo da opereta eleitoral

Revista Ideias – A refletir sobre todas as pesquisas registradas e disponíveis construí este resumo da opereta eleitoral:

1 – Rafael Greca aparece em todas no primeiro lugar. Jamais deixou de liderar as pesquisas e tem chance de vencer no primeiro turno. Aí está o grande dilema de Greca. Ele não é o favorito para uma disputa pau a pau.

2 – A disputa se faz agora pelo segundo lugar, na esperança de que haja segundo turno. A soma dos índices de 15 candidatos de oposição está a fungar no cangote de Greca.

3 – As oposições estão na ascendente. Greca tem a máquina, estrutura, recursos e tenta se segurar na base da mão de ferro. A verdade é que ele se mantém em primeiro lugar, mas não sobe o suficiente para alcançar metade mais um dos votos válidos. Por isso torce por grande abstenção e autofagia no campo das oposições.

4 – O índice de indecisos ainda é alto. Será por aí que os candidatos de oposição resolverão sua vida. Mas isso é insuficiente. Terão que tirar votos dos adversários.

5 – Seus adversários diretos são João Arruda, do MDB, Francischini, do PSL; João Guilherme, do Novo; e Goura, do PDT.

6 – O PT derrotou antecipadamente o PT. Tornou-se sinônimo de corrupção, mentira, ladroagem. Guarda, é claro, residual de militantes, de gente agradecida pelos favores. Tenta parecer honesto, mas só consegue vender esse peixe para os muito cínicos e os muito ingênuos.


3 comentários

  1. quinta-feira, 1 de outubro de 2020 – 20:24 hs

    Mas peraí só o pt é desonesto? Acho que não:
    psl (laranja)
    mdb(sócio do pt por muito tempo)
    pdt (tem uma irmandade com o pt)
    novo (parece que não é tão novo assim)
    no final é tudo farinha do mesmo saco.

  2. ímpio
    sexta-feira, 2 de outubro de 2020 – 8:56 hs

    Se houvesse um mínimo de bom senso na oposição não haveriam tantos candidatos de esquerda, um só e já seria o suficiente para tirar o sono do Greca. Mesmo havendo um segundo turno a derrota do Greca é muito difícil, Curitiba terá mais do mesmo por mais 4 anos, mas se o Greca repetir o que fez no mesmo mandato não estará tão ruim assim.

  3. João do Povo
    sexta-feira, 2 de outubro de 2020 – 11:25 hs

    Se o brasileiro devia ser estudado pela Nasa, como diz o ditado, o Curitibano deveria ser estudado pelo departamento de psicologia de Harvard.
    Seu país passa por um período de prosperidade, você aumenta seu patrimônio como nunca antes na história, a sociedade melhora consideravelmente. O mínimo que poderia se esperar é respeito ao governante desse período. Mas não, para o Curitibano médio é ódio mortal. Mesmo que isso signifique perder tudo que ganhou, atolar-se em uma crise sem precedentes e nem ao menos admitir que age por impulso de forma cega e irracional.
    Pois bem, o ódio ao PT e ao Lula são comparáveis, historicamente, apenas à ideologia nazista contra os judeus na Alemanha de Hitler. Pior é ouvir a justificativa da corrupção. A lava jato perseguiu o Lula por anos e o que conseguiu? Um tripléx de classe média e um sítio típico de funcionário público aposentado. E tudo sem um documento, uma transferência financeira, uma gravação escondida… nada. Só delações. Mas se os nazistas também tinham delatores, torna-se possível justificar o holocausto, pois por analogia os judeus mortos apenas pagaram por crimes que cometeram (1).
    O que vemos propagado na mídia local é apenas reflexo dos efeitos, dos sintomas. As causas são complexas e difíceis de serem tratadas. Agora, visualizando o comportamento de grande parte da população, negando medidas preventivas em período de pandemia, podemos suspeitar que exista um gene responsável pela estupidez. Nossa colonização talvez tenha sido caracterizada por uma remessa muito grande da escória de outras regiões, povos que não conseguiram prosperar em suas terras, por pura estupidez, e vieram tentar a sorte em nosso território (2). Esta carga genética se propaga e mantém franca, evidente e pujante toda esta estupidez.
    Antes que venham as mesmas retóricas batidas apenas para justificar o ódio, convido a pensar como será daqui a décadas. Os apedrejados e os heróis da ocasião não estarão mais entre nós. Ficará o relato de uma nação que tinha tudo para dar certo, mas não deu por pura estupidez de seu povo, que preferiu idolatrar um facínora a respeitar um grupo político oriundo das classes pobres e que, aos olhos da história, fez um bom governo enquanto durou.
    A República de Curitiba é e será o lugar perfeito para estudos de caso. Com seus Grecas, Francisquinis, Moros, Dallagnols e muitos outros pósteros da elite da capital paranaense.
    (1) – Não se trata de uma afirmação, apenas uma comparação que, obviamente, o autor não concorda da mesma forma que não concorda com a incriminação sem provas feita apenas para tirar o candidato Lula da eleição de 2018.
    (2) – Pedindo desculpas antecipadas a todos aqueles cujas famílias não tiveram opção, fugiram de guerras, vieram como escravas, lutaram por um futuro melhor, desbravaram um local inóspito com bravura e coragem, sobreviveram e prosperaram. Vocês não merecem ser enquadrados nesta teoria genética tosca. Mas por favor, honrem seus antepassados, não se tornem estúpidos.

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