Rachadinhas, muletas, dentaduras, a atuação medíocre dos vereadores | Fábio Campana

Rachadinhas, muletas, dentaduras,
a atuação medíocre dos vereadores

Rachadinhas, desvios, distribuição de muletas e dentaduras, negociatas, nunca houve tanto desgaste de vereadores de Curitiba perante a opinião pública como a dos últimos mandatos, marcados por denúncias de corrupção, entre elas, a execrável prática da rachadinha, que nada mais é do que se apropriar de salários de funcionários ou, pior, de usar “fantasmas” para ficar com o salário não pago.

Isso estaria a indicar a possibilidade de uma renovação significativa na Câmara. Nomes como o de Gerson Guelmann, do PDT, de José Maria Correia, do MDB, ou Rodrigo Fornos, que se apresentam como candidaturas que estão acima da representação de pequenos feudos construídos em bairros periféricos.

Alguns vereadores de Curitiba perderam o respeito do eleitorado. Os casos mais conhecidos remetem a duas vereadoras da causa animal acusadas de “rachadinha”. O mais notório foi de Fabiane Rosa (sem partido) que passou duas semanas no Presídio Feminino de Piraquara e no Complexo Médico de Pinhais e respondendo no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Outra foi Kátia Dittrich (SD), também adepta da “rachadinha”. Kátia foi condenada em primeira instância e está apelando ao TRF-4 para tentar escapar da punição, o que é difícil.

Zezinho do Sabará (DEM) e o vereador licenciado Hélio Wirbiski (CDN) tiveram áudios vazados por funcionários de Fabiane Rosa em que contam que os dois também praticavam “rachadinha”, mas até agora nenhuma representação contra eles chegou ao Conselho de Ética.

Além desses imbróglios chamou a atenção as denúncias ao Conselho de Ética dos sindicatos Sismuc e Sismmac contra dois vereadores que vão tentar a reeleição, Serginho do Posto e Toninho da Farmácia, por nepotismo cruzado.

Outro denunciado pelos sindicatos foi Beto Moraes, cria do deputado estadual Mauro Moraes, por outro motivo, a distribuição de brindes, muletas e cadeiras de rodas. Quem também quer esquecer 2020 é Thiago Ferro, do PSC, nas redes sociais ele foi acusado de trair os valores familiares e perdeu apoio de várias igrejas no projeto de tentar se reeleger em novembro, mas ele foi o sortudo, como é uma violação pessoal dos princípios cristãos, ele não corre o risco de processo na Comissão de Ética do legislativo municipal.


2 comentários

  1. Will
    segunda-feira, 21 de setembro de 2020 – 19:33 hs

    Até que fim algum jornal falou a verdade …

  2. terça-feira, 22 de setembro de 2020 – 8:32 hs

    Sem ilusões! Em todo o país as coisas mudam para ficar como estão. O perfil dos candidatos mostra isso. De leve…

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