MP investiga pagamento de R$ 5 mi em propina a Barros em fraude na contratação de energia eólica | Fábio Campana

MP investiga pagamento de R$ 5 mi em propina a Barros em fraude na contratação de energia eólica

Ricardo Barros é deputado estadual e atual líder do governo Bolsonaro — Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco PressO Ministério Público do Paraná (MP-PR) investiga o pagamento de R$ 5 milhões em propina ao deputado federal e atual líder do governo Jair Bolsonaro, Ricardo Barros (PP), em uma negociação envolvendo a contratação de energia eólica por parte Companhia Paranaense de Energia (Copel).

A investigação resultou em uma operação que cumpriu oito mandados de prisão na manhã desta quarta-feira (16). Um dos alvos foi o escritório de Ricardo Barros, em Maringá, no norte do Paraná.

Segundo as investigações, o deputado intermediou a compra de ativos da empresa São Bento Energia, controlada pela Galvão Engenharia, por parte da Copel nos anos de 2011 e 2014. À época, Barros era secretário de Indústria e Comércio do Paraná. As informações são do G1.

Por meio de nota, Ricardo Barros disse estar tranquilo e em total colaboração com as investigações.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-PR, a investigação começou com base em informações da colaboração premiada da Operação Lava Jato, que foram enviadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em novembro de 2019.

O MP-PR informou que investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. No pedido enviado à Justiça para a ação, o órgão justificou a necessidade de coleta de provas e o levantamento de informações ditas durante a colaboração premiada.

Esquema

De acordo com o Ministério Público, em 2010, a Copel realizou uma chamada pública com o interesse de firmar parcerias para contratação de energia eólica.

Conforme o MP-PR, Eduardo de Queiroz Galvão, vice-presidente da Galvão Participações, teve interesse em vender à estatal paranaense participação da São Bento Energia, que era dona de quatro parques eólicos em construção.

As investigações apontam que Eduardo de Queiroz Galvão foi orientado a procurar Ricardo Barros para intermediar a venda, pois o então secretário tinha influências na gestão da estatal.

Para a negociação, Barros pediu o pagamento de R$ 1 milhão, além de 1,5% do valor total que seria pago pela Copel na compra de ativos da São Bento Energia, segundo o MP-PR.

Em novembro de 2011, a Copel pagou R$ 38,9 milhões pela compra de 49,9% dos ativos da empresa, de acordo com o órgão.

Ainda segundo o Ministério Público, em dezembro de 2013, a Copel comprou o restante da São Bento Energia por R$ 109,5 milhões. Nesta segunda negociação, Ricardo Barros pediu pagamento de R$ 1,2 milhão, além de 2,5% do valor da transação, conforme o órgão.

Pagamentos

Em colaboração premiada, Eduardo de Queiroz Galvão afirmou ter pago em espécie a quantia de R$ 1.550.000,00 a Ricardo Barros pela venda da São Bento Energia à Copel. Os pagamentos foram feitos em parcelas entre outubro de 2013 e março de 2014, segundo a investigação.

Ainda segundo o colaborador, Barros determinou que o restante do pagamento da propina fosse feito por meio de doações eleitorais ao diretório nacional do Partido Progressistas.

As entregas de dinheiro foram operacionalizadas por um funcionário da Galvão Engenharia. Algumas foram enviadas para uma pessoa ligada à Ricardo Barros, de acordo com as investigações.

O MP-PR afirmou ainda que há indícios de que o deputado federal tenha usado parte dinheiro da propina para a compra de imóveis e para a construção de um empreendimento.

O que dizem os citados

Em nota, Ricardo Barros, que está no sexto mandato na Câmara e já foi prefeito de Maringá, disse que está tranquilo e em total colaboração com as investigações.

O parlamentar reafirmou ter a sua conduta ilibada e informou que solicitou acesso aos autos do processo para poder prestar mais esclarecimentos à sociedade e iniciar sua defesa.

 


5 comentários

  1. SERGIO SILVESTRE
    quarta-feira, 16 de setembro de 2020 – 17:51 hs

    Reparem que o Bolsonaro se cerca de tudo que é tranqueira,só falta o Cunha para completar.

  2. Moisés Fróes
    quarta-feira, 16 de setembro de 2020 – 17:53 hs

    Bolsonaro, Bolsonaro…te ajeita!, o Barros vai te DEMITIR.

  3. Paulão
    quarta-feira, 16 de setembro de 2020 – 18:36 hs

    Este político é uma tranqueira além de ser uma figura impoluta é por demais manjada aqui no Paraná. Lá em Maringá ele aprontou as suas e se enriqueceu. Portanto nas próximas eleições precisamos urgentemente eliminá-lo da política.Basta dar a descarga !!!

  4. MARINGÁ
    quarta-feira, 16 de setembro de 2020 – 22:04 hs

    Miáuuuu!!

  5. PitBull
    quinta-feira, 17 de setembro de 2020 – 14:24 hs

    S.Silveste, falta o Cunha, Temer, Renan Calhorda,LULARÁPIO, presidANTA, Zé Dirceu e por aí vai…

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