Em Curitiba, bandeira laranja, na Região Metropolitana tudo liberado | Fábio Campana

Em Curitiba, bandeira laranja, na Região Metropolitana tudo liberado


Não tem sentido. Chega a ser uma situação absurda. Curitiba entrou na terceira semana de bandeira laranja, decretada desde o feriado de 7 de Setembro. No início, seriam duas semanas na laranja, que significa risco médio da Covid-19. Na sexta-feira passada, a Secretaria Municipal da Saúde decidiu prorrogar a vigência.

Mas as restrições em Curitiba pouco valem se na Região Metropolitana as baladas estão abrindo as 19h, tamanho o público de Curitiba atrás de festa. Os flagras mostram bares e restaurantes lotados, muitos fazendo novas promoções de festas e bailes para atender a demanda de Curitiba. Em São José dos Pinhais não há restrição nenhuma e a farra come solta. A verdade é que ou as restrições passam a valer para toda a Região Metropolitana ou é melhor acabar com elas, pois os riscos de contágio aumentam geometricamente nos municípios vizinhos, onde as aglomerações são liberadas.

A secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, explica que é importante aguardar o prazo de 14 dias após o último feriado, o de 7 de Setembro, para avaliar o impacto daqueles dias de folga na pandemia do novo coronavírus. Ela lembra que quando foi anunciada a mudança da bandeira amarela para a laranja, no dia 4 de setembro, o número de casos de Covid-19 estava começando a crescer novamente. “Sem essa intervenção, poderíamos ter voltado para uma situação semelhante à de julho, no pico da doença”, completa a secretária. E a Região Metropolitana, secretária?


4 comentários

  1. segunda-feira, 21 de setembro de 2020 – 20:20 hs

    As cidades da Região Metropolitana são autônomas e independentes, seus gestores são consciente que está sob controle e não usam politicamente a situação do COVID.

  2. tadeu rocha
    terça-feira, 22 de setembro de 2020 – 9:04 hs

    esses ou essas pessoas fazem covid alastrar no brasil. todos que estao ai, ser punidos

  3. ímpio
    terça-feira, 22 de setembro de 2020 – 11:02 hs

    Quanta palhaçada, o que não vale em Curitiba vale em Pinhais, então é só atravessar a “fronteira” e cair na folia. Assim à sonhada “volta às aulas” tão cedo não vai acontecer. Sabendo-se que o ciclo de contaminação é de 14 dias as aglomerações deste fim de semana começarão a aparecer na primeira semana. Até lá vamos continuar confiando em que a “curva está se achatando”, como não sei, os prefeitos das cidades do “liberou geral’ é que devem ter a resposta.

  4. Veredicto
    terça-feira, 22 de setembro de 2020 – 11:43 hs

    A sugestão é cobrar do Fábio Aguayo, presidente da associação de bares, baladas, casas noturnas e boates de Curitiba,, a conta dos tratamentos e funerais das vitimas que ocorrerem entre seus clientes, afinal ele afirma que covid não existe e que é manobra eleitoreira.
    E se os gestores das cidades vizinhas são conscientes que está sob controle, como ele explica os hospitais e UPAs lotadas naquelas localidades, e a vinda deles para a capital em busca de tratamento? E tem mais:O Fábio não pode esquecer que São Jose dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, e etc, pertencem a região metropolitana e a propagação de um problema é natural; vem para Curitiba nos onibus ou pelo contato pessoal..

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