Teste abreviado da vacina russa contra covid-19 gera desconfiança em cientistas | Fábio Campana

Teste abreviado da vacina
russa contra covid-19 gera
desconfiança em cientistas

A Rússia registrou a primeira vacina do mundo contra covid-19, mas a velocidade do desenvolvimento gerou desconfiança. Cientistas utilizaram testes militares, procedimentos clínicos acelerados e testes abreviados, o que foi alvo de ceticismo. Críticos se preocupam com o que acreditam que possa ser um “sacrifício dos cidadãos russos por prestígio”. Vladimir Putin disse há alguns meses que queria a produção pronta para setembro, o que acrescentou pressão política à busca pela vacina.

Até agora, duas rodadas de testes foram realizadas, e uma terceira está planejada após registros, quando voluntários do serviço de saúde e professores serão vacinados. Grupos da sociedade civil como a Associação das Organizações de Ensaios Clínicos da Rússia demonstraram reticência com o imunizante, e ela chegou a requerer que a vacina fosse registrada apenas depois que todas as fases da testagem fossem realizadas. O Instituto Gamaleya, que encabeça a iniciativa junto ao Ministério da Saúde, indicou que os testes são seguros, já que a produção é baseada em uma inoculação prévia contra o ebola. (FONTE: DOW JONES NEWSWIRES)


Um comentário

  1. Palpiteiro
    terça-feira, 11 de agosto de 2020 – 14:12 hs

    Na segunda guerra, diante da ameaça nazista, o mundo civilizado se uniu em busca de tudo que pudesse contribuir pra derrotar o inimigo mais vil e cruel da história moderna da humanidade. Na pesquisa científica décadas tornaram-se meses e anos tornaram-se semanas na busca de tudo que fosse capaz de destruir o inimigo. Agora, a ciência quer paciência, métodos antigos, papo furado e conversa fiada, diante desta ameaça invisível. É de lembrar que a ciência serviu a todos os lados da guerra, com a mesma subserviência e eficiência. Von Braun serviu aos nazistas, assim como aos americanos e teria servido aos soviéticos se fosse capturado por eles, sempre com o mesmo zelo. Afora os médicos das linhas de frente e os métodos já conhecidos há décadas ou séculos, a ciência ainda não mostrou seu valor e sua bravura nesta guerra mundial.

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