Taxa de transmissão da Covid-19 atinge menor índice em Curitiba desde maio | Fábio Campana

Taxa de transmissão da Covid-19 atinge menor índice em Curitiba desde maio

Indicadores apontam para recuo importante da Covid-19 em CuritibaPassado um mês do pico, o número de casos ativos do novo coronavírus em Curitiba caiu pela metade, de acordo com dados divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde, ontem. Outro indicador que mostra a desaceleração da pandemia é a queda na taxa de transmissão do vírus, que oscilou para 0,76, o menor índice desde maio, quando o contágio começou a acelerar na cidade.

Até a terça-feira eram 4.008 casos ativos, 50% menos do verificado em 26 de julho, dia com a maior incidência desde o início da pandemia da Covid-19 na capital paranaense, em março.

O número de casos ativos é o total de confirmados menos os recuperados e os óbitos. O resultado significa quantas pessoas podem transmitir o vírus caso não fiquem em isolamento.

“É um indicador importante para saber se a pandemia está ganhando ou perdendo força”, fala Marion Burger, médica infectologista do Centro de Epidemiologia da SMS de Curitiba.

Outro índice acompanhado diariamente pela Secretaria Municipal da Saúde é a taxa de transmissão do novo coronavírus. Trata-se do potencial de contágio de uma pessoa contaminada para outra.

A taxa de 0.76, a mais baixa desde o pico desse indicador, verificado na semana entre 13 e 18 de junho, quando ficou em 1.65. Isto significa que cada grupo de 100 pessoas contaminadas transmite o vírus para outras 76 pessoas. Quanto mais baixo o indicador, menos potencial de transmissão, ou ao contrário.

“Se a taxa estiver acima de 1.0 a pandemia está em aceleração. Abaixo disso a tendência é de queda ou estabilidade no contágio”, explica Diego Spinoza dos Santos, funcionário da Secretaria Municipal da Saúde responsável pelo cálculo da replicação do vírus. Em 7 de agosto a taxa caiu para 1.0 e iniciando a desaceleração.
Ontem, Curitiba tinha menos de 4 mil pessoas com o vírus ativo.

 

Mortes sobem 4% e casos caem 13%

Jonas Valente – Agência Brasil
As mortes em função da Covid-19 subiram 4% na última semana epidemiológica em comparação com a anterior. Já os casos confirmados relacionados ao novo coronavírus caíram 13% também em relação à última. Os dados foram apresentados ontem pela equipe do Ministério da Saúde em entrevista online sobre o novo Boletim Epidemiológico da Covid-19, em Brasília.

A semana epidemiológica é uma medida utilizada por autoridades de saúde para avaliar a evolução de epidemias, como é o caso da relacionada ao novo coronavírus. A 34ª semana foi considerada entre os dias 16 e 22 de agosto.

As mortes por Covid-19 totalizaram 7.018 na 34ª semana epidemiológica. Na 33ª, o boletim do Ministério da Saúde registrava 6.755 óbitos. A média diária voltou a ultrapassar os 1.000 óbitos, depois de baixar deste patamar nas semanas anteriores. A subida inverteu a tendência de queda iniciada no fim do mês de julho, após uma estabilização durante dois meses.pelo novo coronavírus.

No recorte por regiões, o crescimento se deu, sobretudo, no Sudeste, que possui média diária de 457 mortes, e no Centro-Oeste, com média de 149 falecimentos. Já o Nordeste continuou o movimento de queda, caindo para 207 óbitos por dia. O Norte também caiu, com 54 mortes por dia.

Casos
Em relação ao número de casos, enquanto na 33ª semana o total de pessoas infectadas registradas foi de 304,6 mil, nesta última (34ª) a soma ficou em 265,2 mil. A curva de casos começou a crescer em abril, disparou em maio e junho, começou a estabilizar entre junho e julho, oscilou e começou a cair no meio de julho, até experimentar a queda de 13% agora.


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