Ex-funcionários relatam repasses em dinheiro e pagamento de contas de vereadora | Fábio Campana

Ex-funcionários relatam
repasses em dinheiro e pagamento
de contas de vereadora

Fabiane Rosa (PSD): defesa da vereadora nega acusaçõesEx-funcionários da vereadora Fabiane Rosa (PSD) na Câmara Municipal de Curitiba confirmaram, em depoimento ao Ministério Público (MP) que repassavam parte do salário a ela em dinheiro, e também pagavam contas pessoais da parlamentar, no suposto esquema de “rachadinha”. As informações são da RPC TV.

De acordo com a reportagem, Pelo menos três ex-funcionários, um homem e duas mulheres, disseram ao MP que participaram do esquema entre 2016 e 2018. E que no segundo semestre de 2017, ela passou a comentar que outros vereadores recebiam parte dos salários de seus servidores.

Segundo os relatos ao MP, em fevereiro de 2018, duas assessoras foram chamadas para uma reunião em frente à casa da vereadora, que foi gravada. Na gravação repassada à promotoria, ela teria pedido o repasse de parte dos salários delas.

“Vocês que têm os salários maiores do gabinete, eu quero pedir que vocês colaborem com um valor todo mês porque eu não tenho o que fazer, não tenho o que fazer”, teria dito Fabiane. “Me admira você falar isso, porque sua fala era totalmente contra. Agora é normal?”, questionou uma das assessoras. “Não é normal, mas é a causa, pois é mais é a causa”, teria alegado a parlamentar. “Não é normal, é corrupção, não é nornal”, rebateu a funcionária. “Isso é a causa né”, repetiu a vereadora. “Não é a causa. Você está pedindo para você”, afirmou a assessora.

Ainda de acordo com o relato, a vereadora teria ameaçado demitir a funcionária. “Fique à vontade. Eu ponho alguém lá que me repassa a metade””, teria afirmado ela.
Uma assessora disse ter feito repasses de R$ 1,5 mil em espécie, sendo que fazia os saques no próprio caixa da Câmara e entregava no gabinete. Outra ex-funcionária disse que sacava o dinheiro no dia do pagamento no caixa da Câmara. Passava R$ 2,5 mil e entregava em dinheiro para a vereadora, colocando-o na bolsa.

Um assessor entregou nota fiscal e gravações ao MP mostrando que o telefone celular pessoal da vereadora foi comprado por ele e que o valor era descontado da parcela de R$ 2,5 mil que ele era obrigado a repassar. Outra assessora diz que pagou contas de luz e TV à cabo, alegando que tinha medo de perder o emprego que era sua única fonte de renda. Os funcionários foram demitidos em 2018.

A defesa de Fabiane Rosa nega as acusações e afirma que ela é vítima de funcionários que fizeram acusações falsas depois de demitidos.
A vereadora está presa desde a semana passada, na Penitenciária Feminina de Piraquara. A Câmara abriu uma sindicância para apurar o caso. O PSD de Curitiba suspendeu a parlamentar.


2 comentários

  1. Wolf Shauffen Haüsen
    terça-feira, 4 de agosto de 2020 – 19:54 hs

    Ela era tão boazinha, coitados dos cachorrinhos que votaram nela.

  2. Ronaldo
    quarta-feira, 5 de agosto de 2020 – 4:34 hs

    Será que só na cara de vereadores que tem a tal da rachadinha ? E na Assembleia não tem ?

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