Dia do Ernani Buchmann | Fábio Campana

Dia do Ernani Buchmann


Conheci o Ernani no início dos anos 70. Foi amizade à primeira vista. Eu voltava de mau pedaço e me refiz graças a amigos como ele. Eram tantas as afinidades que nos tornamos amigos de infância. Hoje ele faz 72 anos. Andamos distantes, mas permaneceram as senhas, os códigos e as histórias que nos aproximam e no reencontro fazem parecer que retomamos conversa interrompida no dia anterior. Gosto muito dessa cumplicidade que só acontece com os de mesma geração, humor e interesses. Desde que nos reencontramos no bar virtual que frequentamos, o Ernani, que tem memória prodigiosa, me fez lembrar de momentos e pessoas que o tempo arquivara. É fantástico quando isso acontece. Hoje recebi um marreco assado enviado por ele. Saborosíssimo. Bebi três generosas taças de vinho e, sozinho, ergui um brinde em alta voz ao amigo. Salve Ernani Buchmann. Só falta acabar essa peste para encontros pessoais com direito a madrugadas de memória bêbada, para recontarmos pela undécima vez as lendas reais e imaginárias do melhor de nossas vidas. Um abraço, menino.


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