Deputados aprovam ajuda a empresas e distribuição de passagens de ônibus na Grande Curitiba | Fábio Campana

Deputados aprovam ajuda a empresas e distribuição de passagens de ônibus na Grande Curitiba

Passagens só poderão ser usadas após o fim da pandemiaA Assembleia Legislativa aprovou hoje projeto de lei que prevê a criação do programa “Cartão Social” para o transporte da região metropolitana de Curitiba. Pela proposta, o Estado comprará antecipadamente R$ 32 milhões em créditos das empresas de transporte que operam entre Curitiba e as cidades da região metropolitana. Esses créditos serão distribuídos a desempregados e pessoas em situação de vulnerabilidade inscritas nos programas sociais do governo federal. O objetivo, segundo o Executivo, é garantir a manutenção do serviço na região, duramente afetado pela queda de passageiros por causa da pandemia do Covid-19.

Segundo o projeto, “cada crédito eletrônico de passagem terá o valor corresponde a uma tarifa pública vigente no sistema de transporte público metropolitano da Região Metropolitana de Curitiba, e somente poderão ser utilizados após o fim da situação de emergência decorrente do Coronavírus (COVID-19)”. Além disso, as passagens também devem ser usadas fora dos horários de pico. A subvenção às empresas de ônibus seria concedida para os meses de abril a setembro de 2020, e poderá ser prorrogada pelo governador Ratinho Júnior (PSD) “enquanto perdurar a situação de calamidade pública decorrente do Coronavírus”. As informações são do Bem Paraná.

Os usuários que tiverem direito ao benefício receberão 44 créditos (passagens) mensais, através do programa, após cadastrados no “Cartão Social” do transporte. “Em muitas cidades do Estado, a queda da demanda de passageiros foi da ordem de 80%, enquanto que a readequação da oferta ocorreu em níveis muito menores. Isso ocorre porque a oferta, mesmo que reduzida em alguns municípios, precisa atender a população ao longo de todo o dia e em todas as regiões da cidade”, afirma o governador na justificativa da proposta. “Ademais, é preciso manter um nível de oferta para reduzir o número de passageiros por veículo, visando evitar aglomerações”, aponta Ratinho Jr.

Segundo o governo “grande parte dos municípios não tem condições de aportar recursos para fazer frente às despesas com o transporte coletivo, principalmente neste momento em que as receitas estão a reduzir de forma bastante considerável”.

Antecedente – Em Curitiba, a prefeitura também implantou, em maio, um programa de socorro às empresas de ônibus, que prevê o repasse mensal de cerca de R$ 18 milhões ao mês às concessionárias do transporte coletivo. A alegação também foi a queda do número de passageiros por causa da pandemia. Recentemente, o prefeito Rafael Greca (DEM) encaminhou à Câmara Municipal, a proposta de prorrogar o socorro até o final do ano, a um custo de cerca de mais R$ 120 milhões adicionais, chegando a R$ 180 milhões de subvenção às empresas no ano. A alegação da prefeitura também é de compensar a perda de passageiros com a pandemia.


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