PIB da zona do euro tem pior retração da história no 2º trimestre | Fábio Campana

PIB da zona do euro tem pior retração da história no 2º trimestre

Queda da atividade econômica aconteceu em meio às paralisações devido ao coronavírus que muitos países começaram a relaxar apenas a partir de maioA economia da zona do euro registrou a contração mais forte na história no segundo trimestre, mostraram estimativas preliminares nesta sexta-feira (31), com a inflação no bloco acelerando inesperadamente em julho.

Entre abril e junho, o PIB (Produto Interno Bruto) nos 19 países encolheu 12,1% na comparação com o trimestre anterior, informou a agência de estatísticas Eurostat em sua estimativa preliminar.

A queda mais forte do PIB desde que os registros começaram em 1995 aconteceu em meio às paralisações devido ao coronavírus que muitos países começaram a relaxar apenas a partir de maio.

A expectativa do mercado era de uma contração de 12,0%, e segue-se a um recuo do PIB de 3,6% no primeiro trimestre do ano. As informações são da Reuters.

Entre os países para os quais havia dados disponíveis, a Espanha registrou o pior resultado, com sua economia encolhendo 18,5% na base trimestral, apagando toda a recuperação da crise financeira dos últimos seis anos.

O PIB na Itália e França também caiu com força mas menos do que o esperado, respectivamente 12,4% e 13,8%. A Alemanha registrou contração de 10,1% no segundo trimestre.

Já a inflação deu continuidade a sua tendência de alta, contrariando expectativas de desaceleração e sustentando o cenário do Banco Central Europeu de que uma leitura negativa pode ser evitada.

A Eurostat informou que os preços ao consumidor no bloco avançaram 0,4% em julho sobre o ano anterior, de 0,3% em junho e 0,1% em maio. Economistas esperavam alta de 0,2% dos preços.

Apersar da retração na atividade econômica da região, as ações europeias subiam nesta sexta-feira (31), com as ações de tecnologia liderando a alta depois que os balanços de grandes nomes do setor acalmaram o sentimento em relação ao crescimento global em meio a crescentes casos de coronavírus.

Logo no inídio da manhã o índice FTSEEurofirst 300 subia 0,19%, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhava 0,37%.

As ações de tecnologia saltavam 2,5% depois que Apple, Amazon e Facebook divulgaram seus resultados. As fornecedoras de chips da Apple, incluindo AMS, Dialog Semiconductor e STMicro ganhavam entre 2,3% e 3%.

Os balanços ajudavam a manter o sentimento estável depois que dados fracos sobre a atividade econômica dos EUA e da Alemanha e preocupações com a eleição presidencial norte-americana levaram o STOXX 600 a uma mínima de um mês na quinta-feira, destruindo grande parte dos ganhos de julho.

O Euro Stoxx 50, principal índice acionário europeu, marcava alta de 0,48%.


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