Após 14 dias de quarentena restritiva, Governo suspende medidas de decreto para sete regiões | Fábio Campana

Após 14 dias de quarentena restritiva, Governo suspende medidas de decreto para sete regiões

Depois de 14 dias de quarentena restritiva, que impôs ações mais rígidas de isolamento para oito regiões do estado, o Governo do Paraná informou, nesta terça-feira (14), a suspensão das medidas para sete regiões.

De acordo com a decisão do governo, as restrições continuam valendo somente para a regional do litoral do estado, que foi incluída depois. Nas cidades litorâneas, o decreto continua valendo até o dia 21.

Com a queda das medidas previstas no decreto estadual, a Prefeitura de Curitiba informou que a cidade volta a seguir as restrições previstas em decreto municipal que estabeleceu alerta de “bandeira laranja”.

O município afirmou que as medidas valem até a publicação de um novo decreto, que deve ser publicado ainda nesta semana. As informações são do G1.

A Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec) informou que os prefeitos da região se reuniram com a presença do Ministério Público do Paraná (MP-PR), antes do anúncio do estado.

Após a reunião, a Assomec informou que as prefeituras devem publicar novos decretos, estabelecendo as novas regras para cada município, por mais 14 dias.

Segundo a associação, os prefeitos devem se reunir novamente na tarde de quarta-feira (15) para chegar a um acordo de determinações, permitindo ainda que cada município realize adaptações locais, sem aumentar a flexibilização em relação às outras cidades.

Medidas restritivas

Durante os 14 dias de suspensão dos serviços não essenciais, um dos principais objetivos era aumentar a taxa de isolamento social para pelo menos 50%, de acordo com o governo.

O decreto anterior estabelecia restrições para as regiões de Londrina, Cascavel, Cornélio Procópio, Toledo, Cianorte, Foz do Iguaçu, Curitiba e Região Metropolitana e litoral

Com isso, a expectativa é de que houvesse diminuição na curva de crescimento de casos. No entanto, a média estadual de isolamento ficou em 45%, segundo pesquisas.

A média de casos confirmados também não diminuiu nas duas últimas semanas e ficou em 1.536 casos, na segunda-feira (13), apontando um crescimento de 78%.

A média estadual de mortes também teve aumento de 77% nos últimos dias.

O decreto começou a valer no dia 1º de julho em 134 cidades de sete regiões do Paraná. Uma semana depois, o governo decidiu ampliar o alcance das medidas e também incluiu o litoral.

Prefeitos se manifestaram contra o decreto e até entraram na Justiça com pedidos para não cumprir as novas regras, mas tiveram que acatar a decisão estadual.

A Polícia Militar (PM) também fez várias ações de fiscalização para averiguar o cumprimento do decreto depois que comerciantes e donos de bares protestaram.

Coronavírus no Paraná

De acordo com o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), divulgado nesta terça-feira, o Paraná tem 44.870 casos confirmados de coronavírus e 1.129 mortes por Covid-19.

O anúncio do governo do estado em não renovar as medidas restritivas foi feito no mesmo dia em que o Paraná registrou o maior número de mortes divulgado em um dia, desde o início da pandemia.


2 comentários

  1. gil souza
    quarta-feira, 15 de julho de 2020 – 10:55 hs

    Governo irresponsável , decisão temerária ….Cadê o Ministerio Público ?????????

  2. FERNANDO
    quarta-feira, 15 de julho de 2020 – 11:01 hs

    Parabéns Governador, tomou a medida certa. Caro Fabio, tenho conversado com muita gente inteligente e bem informada no Paraná, todos falam que o Governador e seu vice, foram engolidos pelo poder Judiciário e os Deputados da Assembleia Legislativa. No tocante o poder Judiciário, principalmente o Ministério Público ( esse câncer que hoje está quebrando o Brasil), onde querem mandar em tudo. A respeito da Assembléia Legislativa do Paraná, os Deputados a maioria são cobras criadas, mafiosos, onde já engoliram o Governador. Resta tempo ainda, do nosso Governador e Vice, de conseguir a independência dos órgãos acima e começarem a governar o Estado.

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