Oito pessoas são presas após confusão no Centro Cívico | Fábio Campana

Oito pessoas são presas após confusão no Centro Cívico

da Banda B

O balanço da confusão no Centro Cívico, em Curitiba, na noite desta segunda-feira (1), contou com oito pessoas presas e um policial militar (PM) ferido. O episódio teve início com um protesto pacífico contra o racismo na Praça Santos Andrade e terminou com o vandalismo de parte dos manifestantes e com a intervenção das equipes policiais.

O coronel Moraes, subcomandante-geral da PM, conta que a polícia acompanhou todo o ato e que, conforme os manifestantes avançavam para frente do Palácio Iguaçu, comportamentos violentos já começaram a ser observados. “A PM manteve um policiamento em torno da Santos Andrade, acompanhando com uma certa distância a concentração. Isso foi feito de uma maneira tranquila e técnica. Quando soubemos que eles iam se deslocar para frente do Palácio, mantivemos o acompanhamento à distância. Nesse deslocamento já começamos a detectar alguns comportamentos tendendo à violência”, relatou Moraes.

O comportamento de alguns manifestantes foi tolerado pela polícia, segundo o coronel, até o momento em que pedestres foram incomodados e o patrimônio público e privado começou a ser depredado.

Fogo na bandeira do Brasil
Entre os alvos dos vândalos, esteve inclusive a bandeira do Brasil a meio-mastro na frente da sede do Governo do Estado, como símbolo de luto pela morte de três servidores públicos estaduais mortos em acidente na BR-277, nesta segunda-feira.

“Eles tiveram o desrespeito com esses agentes públicos que faleceram hoje e arrancaram essa bandeira e queimaram ela. No fim da operação, tivemos um policial ferido e algumas prisões isoladas daqueles que estavam exaltados. Não temos notícias de nenhum ferido da parte deles”, afirma o subcomandante-geral da PM.

Um grupo denominado “Antifas” teria sido identificado pelo Serviço de Inteligência da PM como líderes das movimentações que exigiram a reação da polícia. Porém, integrantes de outros movimentos, incluindo universitários, estariam entre os responsáveis pela confusão.

A operação para controlar os manifestantes contou com cerca de 200 policiais. O PM ferido teve lesões leves no braço após receber pedradas contra seu escudo.

De acordo com informações da PM, o protesto contou com aproximadamente 1 mil pessoas. O detidos foram encaminhados para o COPE (Centro de Operações Policiais Especiais).

Protesto
A manifestação teve início às 18h, na Praça Santos Andrade, em frente à Universidade Federal do Paraná (UFPR), e aconteceu de forma pacífica. Após o ato, uma parte dos manifestantes seguiu em passeata até o Centro Cívico, onde agências bancárias foram depredadas e a intervenção das equipes policiais aconteceu. O Shopping Mueller, a sede do Fórum de Curitiba e comércios também foram alvos de vandalismo.

Em nota, a Prefeitura de Curitiba informou que houve registro de danos em algumas estações-tubo na região do Centro Cívico e pontos de mobiliário urbano na Praça Tiradentes, Nestor de Castro.

Com o slogan “Vidas negras importam!”, a manifestação foi organizada pelo Facebook e a descrição da página do evento no Facebook explica que o protesto é “contra o genocídio da população negra”.

“Não somos todos iguais! Somos mortos todos os dias pela cor da nossa pele, por nossos traços, por sermos periféricos e favelados! Queremos equidade, queremos ser vistos ocupando todos os espaços que também são nossos e nos é tirado. Queremos estar VIVOS!”, escreveram os organizadores na página do evento.

Organizadores
Em nota, a organização do ato contra o racismo afirma que a manifestação foi feita de maneira ordeira e que o vandalismo foi de autoria de infiltrados que desejam a criminalização do movimento. Leia a nota na íntegra:

“A organização do ato CONTRA O RACISMO EM CURITIBA vem a público manifestar que, diferentemente do vinculado nas redes sociais e na imprensa, os manifestantes, além de utilizar proteção para evitar a propoagação da epidemia de COVID-19, comportaram-se de maneira ordeira, em defesa da democracia e contra o racismo!


6 comentários

  1. SERGIO SILVESTRE
    terça-feira, 2 de junho de 2020 – 9:40 hs

    No RJ a capitão da PM conversa com deputado armado e delegada aposentada também armada e chamando manifestantes pacificos do outro lado da rua para a briga e até descarregar sua arma neles.
    Tudo em conluio com a policia.
    Em SP uma manifestante Bolsonarista infiltrada no meio dos torcedores manifestantes com um taco de Beisebol,foi retirada sem um arranhão,mas em seguida uma linha de frente da PM de costas para os Bolsonaristas e de frente para os torcedores,começou a arremessar bombas sen qualquer iniciativa dos manifestantes,ai o couro comeu.
    Parece que as policias são convocadas para arrumar confusão.

  2. FCarraro
    terça-feira, 2 de junho de 2020 – 13:09 hs

    A defesa desse ato nefasto acontecido ontem em CWB é feita por pessoas atacando outros acontecimentos em outros locais. É a negação pela negação. Se comenta que o vandalismo foi feito por “parte” dos manifestantes, uns poucos na verdade; se na Pça.Santos Andrade havia cerca de 650 participantes e “poucos” se dirigiram ao Centro Coivico para praticar desordem, pergunto: quantos eram esses poucos? 100, 200…ou + de 650??? A imprensa em seu serviço de relatar fatos, acoberta fatos e protege vândalos que estariam a mando de quem mesmo? O povo deixou de ser idiota e burro à partir da eleição do Presidente Bolsonaro e só a imprensa que sempre viveu a soldo de corruptos e bandidos ainda não enxergou isso. Vai pagar o preço…

  3. Claudiomiro Aguiar
    terça-feira, 2 de junho de 2020 – 14:02 hs

    Os antifas são o exemplo na prática do que é o fascismo. Uma organização violenta, criminosa e autoritária gerada no ventre de partidos como PT, PSOL, PDT e de universidades públicas sucateadas que são fábricas de soldados irracionais e ideológicos, vítimas de doutrinação da teoria mais barata de esquerda. Mais um movimento que contribui ainda mais como cabo eleitoral de Jair Bolsonaro. Aliás, desde o início do processo foi isso que conseguiram: eleger Bolsonaro. Primeiro a facada e agora os movimentos violentos rumo a reeleição do presidente. A direita agradece!

  4. terça-feira, 2 de junho de 2020 – 16:34 hs

    Silvestrinho, vc. tá louco prá tomar “pau” da polícia.

  5. Juvenil clemente
    terça-feira, 2 de junho de 2020 – 21:33 hs

    Cadeia
    Jaula
    Desocupados

  6. revoltis
    quarta-feira, 3 de junho de 2020 – 15:25 hs

    O Silvestre, voce não tem cultura nenhuma, será que tem estudo?
    Voce gosta de ser doutrinado por uma causa perdida, um ideal de corrupção, o cultivo de não produzir nada de bom para este pais que voce mora, se voce não gosta de nosso pais, se voce não gosta da nossa bandeira verde amarela, se voce não gosta da policia, então vai pra venezuela, lá é o pais da bandeira comunista que voce tanto ama e defende, lá tem a policia do madurinho que trata bem pessoas com voce, la voce terá casa, comida e não precisará trabalhar, toda mordomia que vc adora e não encontra neste pais que pra vc é de facistas, homofobicos, racistas e etc…

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