Hospitais de Curitiba já usam dexametasona para pacientes graves | Fábio Campana

Hospitais de Curitiba já usam dexametasona para pacientes graves

Banda BOs hospitais de Curitiba já usam a dexametasona para pacientes graves da covid-19 , depois que estudo da Universidade de Oxford comprovou redução de 35% na mortalidade de pacientes em ventilação mecânica. Nos pacientes precisando de oxigênio, mas sem assistência de ventilação mecânica, a queda da mortalidade foi de 20%. A informação sobre o novo protocolo do medicamento foi confirmado à Banda B, na manhã desta quarta-feira (17), pelo infectologista Clóvis Arns, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

“Desde ontem os médicos do mundo inteiro já devem fazer, como prática clínica, o uso desta medicação, que é barata e está disponível nas farmácias dos hospitais. Todo paciente brasileiro internado vai poder receber”, disse Arns, salientando que o medicamento não é preventivo e não vai diminuir o número de internamentos pela doença. “Ele não deve ser usado como prevenção, por isso não tem que sair comprando, porque vai trazer mais efeitos colaterais do que benefícios”, disse.

Entre os efeitos colaterais estão a descompensação da diabetes e o surgimento de gastrites. “O estudo também mostrou que não houve uma eficácia comprovada  para pacientes com casos leves”, destacou Arns, explicando que o medicamento não vai baixar a transmissão e novos casos da doença, portanto não se pode relaxar nas medidas de prevenção. “Esse remédio é para aquele paciente que está com a covid em uma situação grave. Em Curitiba, estamos vivendo um aumento no número de casos e, do ponto de vista prático, deve-se manter o distanciamento social”, falou.

Hospital de Clínicas já usa

Como o estudo é conclusivo, o médico infectologista do Hospital de Clínicas, Bernado Montesanti Machado de Almeida, que é referência no atendimento ao coronavírus em Curitiba, confirmou à Banda B que o medicamento já está sendo usado. “Essa é uma das melhoras notícias que tivemos até agora, porque há uma capacidade significativa de redução na mortalidade para pacientes graves”, comemorou.

Montensanti também lembrou que o medicamento não muda em nada a questão do colapso ao sistema de saúde. “Não reduz em nada a transmissibilidade da doença ou até mesmo o avanço para se tornar um caso grave. Então, se você deixa o sistema colapsar, o paciente pode ficar sem os atendimentos necessários para que este medicamento faça a diferença”, concluiu.


2 comentários

  1. Ein Sof
    quarta-feira, 17 de junho de 2020 – 13:42 hs

    E o que a Carlota Cloroquina (a.k.a Jair Messias Bolsonaro) fala disso?
    O que a Carlota Cloroquina tem a declarar sobre o fato de a FDA ter proibido o uso da substância que o Dr. Jair (eu nem sabia que ele era médico) tanto propagandeou?
    O que ele vai fazer com as doses que os Estados Unidos enviaram para a república dos Bruzundangas?
    Um idiota que não é médico nem nada fazendo propaganda de algo que não funciona, e que ainda tem efeitos colaterais terríveis…
    E os idiotas e microfones amestrados aplaudindo!

  2. SERGIO SILVESTRE
    quarta-feira, 17 de junho de 2020 – 17:25 hs

    Bolsonaro queria encher de cloroquina pacientes sem sintomas ou com o nariz escorrendo para prevenir rsrsrsrsr São Cipriano,os EUA tem 66 milhões de doses e nosso destemido exercito fez outros tantos,eles que desovem isso com os 30% de asnos existentes.

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