"Acelerado ou devagar?", pergunta Mandeta a Bolsonaro | Fábio Campana

“Acelerado ou devagar?”, pergunta Mandeta a Bolsonaro

Gerson Camarotti, G1

A reunião convocada pelo presidente Jair Bolsonaro com ministros na tarde desta segunda-feira (6) teve momentos de tensão.

Participantes relataram ao blog que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi firme em sua fala de cerca de 20 minutos e reafirmou todos os conceitos científicos em relação ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

“O senhor quer tocar de outro jeito. Pode tocar! Qual a marcha que o senhor quer, pois vamos passar num desfiladeiro. Como o senhor quer passar: acelerado ou devagar?”, alertou Mandetta, segundo relatos de participantes.

O ministro emendou que Bolsonaro não teria problema nenhum em trocar o comando da pasta, que tudo estaria encaminhado. “Agora, não pode brigar com quem você nomeia. Toda a semana tenho que ficar encontrando um jeitinho de arrumar as coisas”, ponderou Mandetta, na sequência.

“A questão não é se vou ficar. É quando você vai ter condições para me tirar. E quando vou ter condições para sair”, completou o ministro se dirigindo ao presidente.

Sem ‘plano único’
Na reunião no Palácio do Planalto, o ministro ainda ressaltou haver vários cenários para a pandemia no Brasil: “Estamos vendo o que vai acontecer. Se o vírus vai se comportar de maneira diferente por aqui. Temos um plano para cada cenário. O que não pode ter é um plano único”.

Mandetta também teria alertado que neste momento é preciso avaliar o quanto temos e o quanto é precisopara para enfrentar a crise em termos de equipamentos como respiradores, luvas e máscaras.

O ministro, contaram participantes, também deixou claro ser preciso manter a parceria com estados e municípios no enfrentamento da crise. “Não vou tirar a autoridade dos governadores e dos prefeitos. São eles que executam na ponta”, reforçou.

Mandetta também fez um desabafo em relação aos ataques recebidos de bolsonaristas nas redes sociais: “Não vem para o meu lado, que não gosto disso não. Não gosto do gabinete do ódio”, afirmou o ministro, de acordo com participantes da reunião.

Logo na sequência, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, pediu a palavra. Porém, Bolsonaro encerrou a reunião.


5 comentários

  1. Luiz Eduardo Kossatz Hunzicker
    terça-feira, 7 de abril de 2020 – 14:47 hs

    Pau e pau, pedra e pedra. Um chefe que assim age vair rapidamente perdendo apoios e cai na aceitacao popular. Gen Mourao -tem que dar um jeito no Bolsonauro. Esse homem nao pode falar, e so merda que voa. Quanto ao Mandeta, tem agido com lisura . A midia petista fica euforica quando voce vai dar entrevista em campo minado e sobre assunto indeterminado. Aquela bagunca do puxadinho e preciso acabar. Ali, o Bolsonaro se perde. Tem que corrigir.

  2. SERGIO SILVESTRE
    terça-feira, 7 de abril de 2020 – 15:05 hs

    Bolsonaro não apita mais nada,,morreu politicamente,tem ainda um grupo de evangélicos e outros velhos carcomidos caçadores de comunistas,uns sancho panças modernos dando trela a um débil mental.

  3. quarta-feira, 8 de abril de 2020 – 14:30 hs

    Haja paciência para aguentar esses esquerdista acéfalos e essa imprensa estérica mentirosa que só olha para o umbigo.

  4. Neto
    quinta-feira, 9 de abril de 2020 – 10:04 hs

    Caros. Elegemos um presidente para fazer isso mesmo. Confrontar os que o assessoram. Fosse pra concordar com tudo, votaríamos na esquerda que deixou o Brasil às traças. Votei em quem tem fala direta e escolhe Ministros com fala direta. A não ser que tenham saudades dos discursos da AnalfaDilma.

  5. JM
    quinta-feira, 9 de abril de 2020 – 10:28 hs

    Fiquem no lugar do presidente por um dia, depois me contem.

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