Deputados governistas criticam aprovação de auxílio a Estados | Fábio Campana

Deputados governistas criticam aprovação de auxílio a Estados

Poder360

Deputados governistas foram às redes sociais reclamar da aprovação na Câmara nesta segunda-feira (13) do projeto que estabelece socorro aos Estados e municípios. Chamado pelo ministro Paulo Guedes (Economia) de “bomba fiscal”, o texto deve custar R$ 89,6 bilhões nas contas da União, segundo a própria Câmara.

O deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), líder do governo na Casa, afirmou que a divisão dos recursos no texto aprovado não ficou “justa” e reforça “desigualdades regionais”.

O congressista também argumentou que a medida isenta o compromisso de governadores com os empregos da população, citando nominalmente os mandatários de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), e do Rio, Wilson Witzel (PSC-RJ). Segundo Vitor Hugo, com a arrecadação estadual “garantida pela União”, os governadores podem apertar medidas que impactam a economia –o que, de acordo com o deputado, inclui a “prisão de pessoas”.

Outros deputados aliados ao governo ou simpatizantes da agenda liberal de Paulo Guedes também criticaram a aprovação do texto. A deputada Dayane Pimentel (PSL-BA) diz que Estados e municípios precisam de mais ajuda, mas o “Plano Mansueto ainda não estava adequado”. Marcel van Hattem (Novo-RS) defende que “os critérios precisam ser melhores”.

Para o deputado Daniel Coelho (PPS-PE), o projeto “beneficia gestores públicos que não tratam o dinheiro do contribuinte com o devido zelo”.


2 comentários

  1. revoltis
    terça-feira, 14 de abril de 2020 – 10:08 hs

    Os governos do estados que tenha vergonha na cara principalmente aquele que vai levar uma surra nas urnas em 2022 com a reeleicao do nosso presidente bolsonaro.
    Tomare que o presidente vete esta porcaria de lei mansueto e que os governos estaduais arquem com suas responsabilidades e politicagem, bando de oportunistas.
    Vao pedir ao partido chines ao qual muitos governos estaduais se venderam.

  2. johan
    quarta-feira, 15 de abril de 2020 – 9:53 hs

    Caro Fábio, essa proposta onde não exige contra-partida dos governos estaduais e municipais é muito daninha para a situação atual pela qual passa toda a sociedade. Há de se convir que os estados e municípios em nenhum momento nos últimos anos não realizaram nenhum controle de despesas. Os orçamentos crescem de maneira desordenada. A União possui um limite de crescimento do seu orçamento, o que não é válido para os outros entes da federação. Dessa maneira, os deputados poderiam propor corte de xx,0% no funcionalismo, venda de estatais e comprometimento de impor limite ao crescimento dos orçamentos de despesas pelos próximos 10 anos. Atenciosamente.

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