Bolsonaro diz que isenta combustível se estados zerarem ICMS | Fábio Campana

Bolsonaro diz que isenta combustível se estados zerarem ICMS

do UOL

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) lançou hoje um “desafio” e, em tom de bravata, disse que vai derrubar impostos federais sobre combustíveis se os governadores “zerarem” o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

“Eu zero o federal se eles zerarem o ICMS. Está feito o desafio aqui agora. Eu zero o federal hoje, eles zeram o ICMS”, declarou ele ao deixar o Palácio da Alvorada, na manhã de hoje.

O presidente não explicou como o governo poderia compensar a perda de receita dos estados e a sua própria. A arrecadação do ICMS é hoje fundamental para as contas dos governadores e, considerando o cenário de aperto orçamentário, tal medida seria improvável.

Para Bolsonaro, a culpa pela alta da gasolina não pode ser responsabilidade apenas do Executivo federal. O mandatário quer que os estados topem reduzir a arrecadação a fim de forçar a derrubada do preço na bomba.

“Olha o problema que eu estou tendo com combustível. Pelo menos a população já começou a ver de quem é a responsabilidade. Não estou brigando com governadores. O que eu quero é que o ICMS seja cobrado no combustível lá na refinaria, e não na bomba. Eu baixei três vezes o combustível nos últimos dias, mas na bomba não baixou nada”, declarou.


2 comentários

  1. Palpiteiro
    quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020 – 9:35 hs

    O ICMS representa mais de um terço do peso dos tributos na gasolina e outros combustíveis. Um escândalo para sustentar mordomias em estados falidos e quebrados. No PR, governadores alucinados embucharam 29, 30% de ICMS em itens vitais como telecomunicações e energia para ferrar o populacho e sustentar suas aposentadorias.

  2. johan
    quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020 – 19:21 hs

    Caro Fábio, a medida proposta pelo presidente Bolsonaro vem de encontro com as medidas defendidas por ele na campanha. Na eleição 58,0 milhões e eleitores concordaram com as propostas. Os eleitores sabem do proposito do presidente, porém entendem que têm pela frente governadores, congressistas contrários a medida. Em democracia as propostas devem ser defendida pelas partes em disputas. É na conversa e no diálogo que as partes encontram o denominador comum. A sociedade explorada pelos congressistas e pelo estado não suporta mais pagar os elevados impostos. A reforma tributária será um engodo a nação, pois os congressistas não desejam diminuir o tamanho do estado, pois isso reduz suas oportunidades de ganhos. Será uma disputa que terminará em outubro de 2020. Veremos quem será o ganhador. Todos a mesa para o debate. Atenciosamente.

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