Secretário da Cultura, Alvim cita ministro nazista em pronunciamento | Fábio Campana

Secretário da Cultura, Alvim cita ministro nazista em pronunciamento

O secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, citou trechos de uma fala do ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, em pronunciamento veiculado pelo órgão nessa quinta-feira (16).

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo – ou então não será nada”.

A fala tem semelhança com 1 discurso de Goebbels feito em 8 de maio de de 1933, no hotel Kaiserhof, em Berlim (Alemanha), para diretores de teatro.

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos [potência emocional] e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”, disse Goebbels, segundo o livro “Joseph Goebbels: Uma biografia” (Ed. Objetiva), de 2014, escrito pelo historiador alemão Peter Longerich.

Depois da veiculação do vídeo, o nome de Goebbels passou a ser 1 dos termos mais citados no Twitter durante a madrugada de 6ª feira.

O pronunciamento de Alvim foi gravado em uma sala que tem o retrato do presidente Jair Bolsonaro ao fundo, a bandeira brasileira de 1 lado e uma cruz do outro.

“O presidente me fez 1 pedido. Ele pediu que eu faça uma cultura que não destrua, mas que salve a nossa juventude. A cultura é a base da pátria. Quando a cultura adoece, o povo adoece junto. E é por isso que queremos uma cultura dinâmica, mas ao mesmo tempo enraizada na nobreza de nossos mitos fundantes.”

Durante o vídeo, o secretário anuncia o Prêmio Nacional das Artes. A iniciativa irá destinar mais de R$ 20 milhões para fomentar a produção artística nas 5 regiões brasileiras. Há 7 categorias. O Prêmio irá selecionar 5 óperas, 25 espetáculos teatrais, 25 exposições individuais de pintura e 25 de escultura, 25 contos inéditos, 25 CDs musicais originais e 15 propostas de histórias em quadrinhos.

“Trata-se de 1 marco histórico nas artes brasileiras. De relevância imensurável. E sua implementação e perpetuação ao longo dos próximos anos irá redefinir a qualidade da produção cultural em nosso país”, disse Alvim.


2 comentários

  1. brasileira
    sexta-feira, 17 de janeiro de 2020 – 12:18 hs

    Qdo vi a noticia achei que o discurso era agressivo, mas lendo o que o secretario falou, não vi nada de errado. Vcs estão cada vez mais apelando, chegam a ser ridículos. acho que vcs gostam mesmo é de ver gente pelada e poder passar a mão nelas e dizer que isso sim é arte. Ver um vaso sanitário revestido de ouro e dizer que isso é arte. Entre outras coisas como letras de musicas que fazem com que nossas crianças cresçam erotizadas. Pelo que percebo isso é arte pra vcs jornalistas que não gostam do governo atual. Não sou fã dele de carteirinha, mas sou gente normal e que ainda não perdi meus valores familiares e o respeito pelos outros seres humanos, sejam ricos, pobres, branco ou negro, heterosexual os homosexual, seja qual for a diversidade, somos todos seres diversos e seres humanos.

  2. luis
    sexta-feira, 17 de janeiro de 2020 – 12:58 hs

    Quando vai citar os fornos, os nordestinos, os cabeças chatas, os índios e os quilombolas…

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