Seis denunciados por lavagem de dinheiro | Fábio Campana

Seis denunciados por
lavagem de dinheiro

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou nesta segunda-feira (2) seis pessoas pelo crime de lavagem de dinheiro a partir de investigações relacionadas à Operação Riquixá, que apura fraudes em licitações para a concessão de serviços de transporte coletivo em várias cidades do país. A ação penal foi apresentada por meio dos núcleos de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), do MPPR.

A nova denúncia soma-se a outras seis já propostas no âmbito da Operação e complementa fatos descritos em denúncia anterior, apresentada em 13 de julho de 2018, contra 14 réus investigados pelos crimes de associação criminosa, fraude à licitação e falsidade ideológica ocorridos no âmbito da Concorrência Pública 005/2009, de Curitiba.

Os seis denunciados são Antonio José Vellozo, Dante José Gulin, Felipe Busnardo Gulin, Guilherme de Salles Gonçalves, Julio Xavier Vianna Junior e Rodrigo Corleto Hoelzl.

Na ação penal agora proposta, o Gaeco e o Gepatria sustentam que as seis pessoas requeridas – que também constam da denúncia anterior – eram vinculadas a um escritório de advocacia e a uma empresa de engenharia já denunciados e receberam pagamento pela organização da fraude por meio de réus vinculados ao Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (os então presidente e vice-presidente e um funcionário). O pagamento pelos atos ilícitos praticados foi feito na forma de honorários profissionais em contratos, com notas fiscais fraudadas, em valores que alcançaram, na época, R$ 900 mil.

Funcionamento – A Operação Riquixá apura a atuação de organização criminosa formada por membros de um grupo econômico familiar, sediado na capital paranaense, que teria praticado diversos crimes ligados ao direcionamento ilegal de concorrências públicas para a concessão do serviço público de transporte coletivo em vários municípios brasileiros. Conforme as investigações do MPPR, as diferentes empresas do mesmo grupo, unindo-se a outras, organizavam-se para fraudar licitações, combinando preços e divisões de lotes de concessões de transporte público, com o intuito de manter o domínio da execução da atividade na capital paranaense. As investigações contaram com delação de um colaborador e reuniram diversos documentos atestando que as licitações eram previamente combinadas entre as empresas. (Do MPPR).


3 comentários

  1. Aprigio Fonseca
    segunda-feira, 2 de dezembro de 2019 – 23:09 hs

    Quando será que um sujeito que se veste de verde amarelo parecendo personagem de filme do Batman vai ser mostrado como um dos maiores lavadores de dinheiro do Brasil.

  2. João Carlos Vaz
    quarta-feira, 4 de dezembro de 2019 – 9:21 hs

    Quais são as empresas do mesmo grupo
    que estão envolvidas

  3. Juca
    quinta-feira, 5 de dezembro de 2019 – 11:29 hs

    Aprigio Fonseca, Botafogo Presidente, disfarces do Sérgio Silvestre, vulgo Bunda Tatuada, como é? Já arrumou a mala para ir à praia com o namorado, você trajando aquele calção ridículo, quadriculado como uma bandeira de corrida de forma 1?

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