Justiça bloqueia R$ 124 milhões de Rossoni | Fábio Campana

Justiça bloqueia R$ 124 milhões de Rossoni

A Justiça bloqueou R$ 124 milhões dos bens do ex-deputado estadual e federal e ex-chefe da Casa Civil do Estado Valdir Rossoni (PSDB) e de Edinê de Lourdes Ramon Vianna, que era servidora comissionada e ajudou o na prática do crime. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) e aceito pela juíza Patrícia de Almeida Gomes Bergonse. A decisão é de caráter liminar e cabe recurso.A informação é do G1 Paraná.

A ação de improbidade administrativa diz respeito a um esquema de contratação de funcionários fantasmas, entre 1992 e 2010, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Conforme informação do MP-PR, havia funcionários que nem sequer sabiam que os seus nomes tinham sido usados no suposto esquema de desvio de dinheiro público. O advogado de Valdir Rossoni, José Cid Campêlo Filho, disse que irá se manifestar nos autos. Ainda segundo o MP, Rossoni teria desviado dinheiro público, de forma contínua e sistemática, em proveito próprio e alheio, obtido em razão do cargo ocupado na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep).

Edinê, ainda de acordo com o MP: “Foi apontada em depoimentos colhidos na investigação, como a operadora dos desvios de recursos públicos, possuindo influência na nomeação de comissionados, dentre eles vários familiares, além de ser a responsável pela contratação de pessoal e atuar como Chefe de Gabinete do parlamentar”, disse a juíza sobre Edinê.

Sobre Rossoni, a juíza declarou que há indícios de quem eram nomeados funcionários em seu gabinete, os quais não exerciam suas funções, mas que recebiam remuneração correspondente.

“Embora, o Ministério Público afirme pela inexistência de indícios de que os valores pagos aos funcionários comissionados tenham passado pelas contas correntes do requerido Valdir Rossoni, defende que tal questão não implicaria na afirmação de que este não foi beneficiado com o esquema, já que houve saques integrais em dinheiro dos valores depositados, acrescentando-se que não seria crível que o esquema a partir de seu Gabinete, apenas beneficiasse a requerida Edinê”, disse a juíza.


11 comentários

  1. Tia Amélia
    terça-feira, 26 de novembro de 2019 – 18:48 hs

    Este dinheiro é o povo do Paraná, ainda tem gente que vota e defende esse corrupto!

  2. terça-feira, 26 de novembro de 2019 – 20:19 hs

    PUTA QUE O PARIU,,DE ONDE TANTO DINHEIRO????????????????/

  3. Aprigio Fonseca
    terça-feira, 26 de novembro de 2019 – 21:14 hs

    ONDE ESSE SUJEITO ARRUMOU TANTO DINHEIRO.?

  4. Luiz Flávio
    quarta-feira, 27 de novembro de 2019 – 7:52 hs

    Parece uma endemia que persegue ex-presidentes, tal qual o nobre Deputado Nelson Justos, membro da Comissão de Constituição e JUSTIÇA, que não tem nada de justiça.

    Reportagem da RPC de 08-06-2017
    Supostos crimes cometidos por deputado estadual do Paraná podem prescrever Nelson Justus (DEM), que foi acusado de comandar esquema de contratação de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa, vai completar 70 anos.
    Faltam poucos dias para que o deputado estadual Nelson Justus (DEM) deixe de estar sujeito à punições, caso seja condenado por comandar um esquema de contratação de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). No dia 13 de junho, ele vai completar 70 anos de idade. Pela lei brasileira, isso reduz pela metade o tempo de prescrição de eventuais crimes.

    A prescrição ocorre quando uma pessoa não pode mais ser condenada por eventual crime que tenha cometido. Mesmo que a Justiça considere a pessoa culpada, ela deixa de ser obrigada a cumprir as penas que lhe caberiam. Essa situação costuma ocorrer, principalmente, quando o processo de investigação e julgamento demora demais.

    A fraude na contratação de funcionários fantasmas foi divulgada pela RPC e pelo jornal Gazeta do Povo, na série de reportagens Diários Secretos, publicada em 2010. Segundo o Ministério Público do Paraná, o rombo nas contas da Alep chegou a R$ 250 milhões.

    As investigações mostraram que os desvios aconteceram entre os anos de 2007 e 2010, quando Justus presidia a Assembleia. Na época, funcionários comissionados eram contratados para trabalhar na Presidência da Casa, mas não apareciam para o serviço. As contratações eram publicadas em diários oficiais com tiragem reduzida, que poucas pessoas tinham acesso.

  5. Luiz Flavio
    quarta-feira, 27 de novembro de 2019 – 7:54 hs

    Uma vergonha para o Paraná, por que fatos como estes estimulam a corrupção.

  6. quarta-feira, 27 de novembro de 2019 – 10:08 hs

    Nossa confesso que nao sabia que na politica se ganhava tanto dinheiro assim.

  7. quarta-feira, 27 de novembro de 2019 – 10:12 hs

    QUE BARBARIDADE…NÃO ACABA NUNCA OS ESCANDALOS FINANCEIROS………………….ATÉ QUANDO??????????????????

  8. Emerson
    quarta-feira, 27 de novembro de 2019 – 13:38 hs

    Coitadinho .. agora como vai pra Beltrão . To com muita dó dele mesmo .

  9. luis daniel
    quarta-feira, 27 de novembro de 2019 – 14:22 hs

    Esse é ladrão nato. Escória de pessoa, ainda bem que não se elege mais pra nada.

  10. Ednelson
    quarta-feira, 27 de novembro de 2019 – 16:55 hs

    vergonha nacional

  11. Sebastião
    quinta-feira, 28 de novembro de 2019 – 11:01 hs

    CORRUPTO!!! Tem dinheiro, mas sem Poder, agora tá Fú… na vida, na justiça, na moral e bens bloqueados pro resto da vida! muito esperto, a casa caiu! kkkkk

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