MP-PR pede absolvição de acusado de mandar matar irmão, em Maringá | Fábio Campana

MP-PR pede absolvição de acusado de mandar matar irmão, em Maringá

or RPC Maringá

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) pediu, no júri realizado nesta quarta-feira (2), a absolvição do médico Manuel Pereira Marques, acusado de ser o mandante da morte do irmão, em Maringá.

De acordo com a promotoria, não há provas suficientes para que o réu seja condenado. Com o pedido do MP-PR, o processo contra o médico deve ser arquivado pela Justiça.

O empresário português Garcia Pereira Marques foi morto em abril 2016, e duas pessoas já foram condenadas por envolvimento no assassinato.

Manuel foi acusado de ter oferecido R$ 1 milhão para que o genro da vítima, Cosme Alexandre Bombachini, cometesse o crime. De acordo com a denúncia, Manuel e Garcia disputavam uma herança de R$ 10 milhões.

De acordo com a investigação, Cosme teve a ajuda de duas mulheres para matar Garcia. O genro foi julgado em 2018 e condenado a 14 anos de prisão pelo crime. Uma das mulheres, acusada de ser a autora dos disparos que mataram a vítima, foi condenada a 20 anos de prisão.

Manuel Pereira Marques, irmão da vítima, chegou a ser preso logo após o crime, em 2016, mas foi solto após um habeas corpus. Atualmente ele responde ao processo em liberdade.

Relembre o caso

O crime ocorreu na Avenida Mandacaru, próximo ao Jardim Monte Rei.

À época do crime, o genro da vítima fez um Boletim de Ocorrência informando que o sogro teria sido vítima de um roubo seguido de sequestro.

A Polícia Civil conseguiu imagens de câmeras de segurança da região que mostram o carro onde estariam a vítima e o genro.

No caminho, eles foram abordados pelas mulheres, que, segundo a polícia, forjaram um assalto. A vítima foi levada pelo grupo para uma estrada rural onde foi assassinada a tiros.

Segundo a polícia, as imagens mostram que não houve perseguição, diferente do que o genro da vítima tinha alegado.

Na conclusão do inquérito, a polícia afirmou que os Cosme e as duas mulheres tiveram participação na morte de Garcia Marques e que Manuel era o mandante do crime.


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