Bolsonaro diz que Argentina 'escolheu mal' e que não vai parabenizar Fernández | Fábio Campana

Bolsonaro diz que Argentina ‘escolheu mal’ e que não vai parabenizar Fernández

G1

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (28) que lamenta a eleição de Alberto Fernández na Argentina e que não parabenizará o novo presidente do país. “Lamento. Eu não tenho bola de cristal, mas eu acho que a Argentina escolheu mal”, disse o brasileiro ao deixar os Emirados Árabes, onde estava desde sábado (26).

“Não pretendo parabenizá-lo. Agora, não vamos nos indispor. Vamos esperar o tempo para ver qual é a posição real dele na política, porque ele vai assumir, vai tomar pé do que está acontecendo e vamos ver qual linha que ele vai adotar”, disse Bolsonaro.

Com a ex-presidente Cristina Kirchner como vice na chapa, Alberto Fernández derrotou o atual mandatário, Mauricio Macri – resultado previsto ainda nas prévias eleitorais de agosto.

Com 97,4% das urnas apuradas, Fernández tinha 48,02% dos votos. Macri, 40,46%.

Ainda de acordo com Bolsonaro, Fernández e Kirchner venceram as eleições porque as reformas propostas por Macri não deram resultado. “Agora, o povo botou no poder quem colocou a Argentina no buraco lá atrás”, disse o presidente brasileiro.

Relações com o Brasil

Ao chegar ao Catar, o presidente brasileiro foi questionado novamente sobre as relações com futuro presidente argentino. Ele disse que está preocupado, mas vai conversar com o governo de Fernández.

“Pretendo dialogar sim, não vamos fechar as portas. Agora, estamos preocupados e receosos, tendo em vista até o gesto que ele fez de Lula Livre. Temos a informação de que muita gente do PT estaria lá na Argentina para comemorar com o ele o que seria a vitória dele.”

Para Bolsonaro, a menção ao Lula Livre, pela liberação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é “um afronto à democracia brasileira, ao sistema judiciário brasileiro”. Bolsonaro disse que Lula já foi condenado em duas instâncias e tem “outras condenações a caminho”.

“Ele [Fernández] está afrontando o Brasil de graça, no meu entender. Estamos aguardando seus passos para, talvez, no futuro tomarmos alguma decisão em defesa do Brasil.”


7 comentários

  1. Dr Robert
    segunda-feira, 28 de outubro de 2019 – 10:35 hs

    Voces fascistas e nazistas que achavam que iam vender e sucatear as riquezas aos gringos e ficarem o resto de suas gerações mamando deste entreguismo, criando o ódio nas familias, nas ruas, na internet e ficariam impunes por deus e pela história?? fiquem de olho no relógio tic tac tic tac , voces não passarão e já esta chegando sua hora..tic tac tic tac..aqui no Brasil..tic tac

  2. Roberto Oliveira
    segunda-feira, 28 de outubro de 2019 – 10:58 hs

    A esquerda deixa um legado tão terrível para os governantes que assumem os próximos mandatos que não há saída. A Argentina nos mostra isso com clareza. O atual presidente não conseguiu retirar os hermanos do fundo poço. O próximo presidente vai terminar o serviço que o PT deles começou e vai jogar a culpa da merda toda nesse que está saindo…Aliás, esta é uma das principais características da esquerda.

  3. Jose lll
    segunda-feira, 28 de outubro de 2019 – 12:10 hs

    Jair “0 messias”bolsonaro. Seja uma pessoa boa, mais não perca seu tempo provando isso, mande já o Queirós para a Argentina, para que os portenhos saiba que a terra e um paraíso, repleto de “demônios”.

  4. johan
    segunda-feira, 28 de outubro de 2019 – 12:28 hs

    Caro Fábio, é muito difícil aceitar o baixo nível político de nossa sociedade. Tanto a sociedade argentina como a brasileira, estão vivenciando uma democracia com alternância de governos, passando ora pela esquerda, ora pela direita. Com isso vai solidificando o regime democrático no seio da sociedade. Os dirigentes políticos é que devem definir e confirmar suas diretrizes ideológicas, para que o eleitor consciente, possa optar a cada período eleitoral. A sociedade brasileira passou nos últimos 30 anos pela linha ideológica de esquerda com ditadura petista camuflada pela corrupção e liberdade social. A herança que não pode ser esquecida são os 14,0 milhões de desempregados e os dólares de festa.Parece que a sociedade não assimilou essa oportunidade. Em 2.018, optou pelo liberalismo econômico e conservadorismo social, e deu uma guinada de 180º, que as lideranças de esquerda caíram do caminhão da mudança, e passados 10 meses ainda não se encontraram. Estão tontos com aquele zumbido na cabeça. Agora em 2.020, teremos nova oportunidade de comparação. A democracia é assim mesmo. A cada 2 anos, nova avaliação. A sociedade não pode prescindir nunca dessa avaliação, nesse período. O próximo passo e buscar o voto distrital, para aproximar e melhorar a conexão entre o eleito e o eleitor. Atenciosamente.

  5. NÃO VOTE EM QUEM JÁ FOI
    segunda-feira, 28 de outubro de 2019 – 14:41 hs

    A eleição na Argentina se assemelharia à uma eleição aqui no Brasil em que a anta atolada se elegesse no primeiro turno.

  6. antonio carlos
    segunda-feira, 28 de outubro de 2019 – 22:21 hs

    O boçal perdeu ótima oportunidade de ficar de boca fechada, cachorro morto a gente não chuta e é o que a Argentina é hoje, um grande cachorro morto. Que este imbecil acabou de chutar. E viva a demagogia barata e o populismo. A partir de dezembro é futbol para todos, todos los dias de la semana

  7. xiru de palmas
    terça-feira, 29 de outubro de 2019 – 7:58 hs

    Vox dei vox popoli.
    A voz do povo se manifestou.
    Na eleição do Macri a voz do povo era contra o Kirchenismo.
    Hoje demonstra que a voz do povo muda de acordo com a sua situação, isto é, de acordo com o volume de alimento em seu estômago.
    O povo sentiu fome e recorreu novamente a quem os tinha alimentado.
    Os políticos do mundo inteiro não aprenderam a lição da França.
    Quem os coloca no poder é o povo.
    Quem os tira do poder, de uma forma ou de outra, é o povo.
    Tambem não aprenderam, a lição de Lincoln. Do povo, pelo povo e para o povo.
    Não ha regime de direita, centro ou esquerda que se solidifique com o sacrifício da população.
    O povo, de maneira geral, não quer saber a linha filosófica dos partidos ele quer saber é de garantir um futuro para si e seus filhos.
    Se a bolsa subiu ou caiu, se o dolar disparou ou encolheu, nada disso interessa para a grande massa popular.
    É necessário atender aos anseios da população.
    Portanto se o Kirchenismo foi maléfico para o governo o Macrismo foi maléfico para a população.
    Medo, frio e fome cada um sente da sua forma.
    E os mais pobres sentem com muito mais vemência estes fenômenos.
    É o burro sobrecarregado agradecendo o tratador que lhe dá uma espiga de milho.

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