Senador coloca cargo de liderança à disposição após operação da PF | Fábio Campana

Senador coloca cargo de liderança à disposição após operação da PF

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) disse nesta quinta-feira, 19, que colocou à disposição o cargo de líder do governo Jair Bolsonaro no Senado. Ele é um dos alvos de uma operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bezerra Coelho é suspeito de integrar um esquema criminoso de pagamentos de vantagens indevidas, por parte de empreiteiras, em favor de autoridades. As informações são da Veja.

Ao deixar seu apartamento funcional em Brasília, o senador afirmou que teve uma conversa com o presidente do Senado, Davi Alvolumbre (DEM-AP), e com o ministro Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil. Ele disse que caberá ao Palácio do Planalto avaliar se deve deixar a liderança do governo. Não houve manifestação da Presidência da República até o momento.

“Tomei a iniciativa de colocar à disposição o cargo de líder do governo para que o governo possa, ao longo dos próximos dias, fazer uma avaliação se não seria o momento de proceder a uma nova escolha ou não. Esse é um julgamento e um juízo que será feito pelo presidente e pelo ministro-chefe da Casa Civil”, disse Bezerra Coelho.

Outro alvo da operação é o filho de Bezerra Coelho, o deputado e ex-ministro de Minas e Energia Fernando Coelho Filho (DEM-PE). Foram expedidos 52 mandados de busca e apreensão contra os endereços de todos os investigados, dentre eles autoridades públicas, beneficiários dos recursos e das empreiteiras envolvidas. Cerca de 220 policiais federais participam das diligências.

A investigação, instaurada em 2017, teve início a partir de colaborações firmadas com presos no âmbito da Operação Turbulência, deflagrada em junho de 2016 e que apurava o uso de empresas de fachada, controladas pelos delatores, na lavagem de dinheiro de empreiteiras e no pagamento de propinas a políticos.

Os delatores confirmaram os pagamentos de propinas a autoridades públicas, feitos entre 2012 e 2014 por empreiteiras que executavam obras custeadas com recursos públicos no Nordeste. A investigação constatou que dívidas pessoais de autoridades, principalmente relativas às campanhas eleitorais, foram pagas pelas empresas investigadas.

O advogado André Callegari, que atua na defesa de Bezerra Coelho, havia dito em nota que o senador era vítima de retaliação. “Causa estranheza à defesa que medidas cautelares sejam decretadas em razão de fatos pretéritos que não guardam qualquer razão de contemporaneidade com o objeto da investigação. A única justificativa do pedido seria em razão da atuação política e combativa do senador contra determinados interesses dos órgãos de persecução penal”, disse.


Um comentário

  1. PitBull
    sexta-feira, 20 de setembro de 2019 – 11:40 hs

    Já devia estar no xilindró há muito tempo….

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