Deputados criticam projeto de Oriovisto que pretende acabar com 101 municípios do Paraná | Fábio Campana

Deputados criticam projeto de Oriovisto que pretende acabar com 101 municípios do Paraná

Os deputados Arilson Chiorato (PT), Professor Lemos (PT), Marcel Micheletto (PL), Cristina Silvestri (PPS) e Tião Medeiros (PTB) se aliaram ao deputado Romanelli (PSB) na defesa dos pequenos municípios paranaenses ameaçados pelo projeto de lei do senador Oriovisto Guimarâes (Pode) que prevê a fusão de municípios com menos de cinco mil habitantes. “Eu represento muitos municípios pequenos que foram distritos e ganharam a independência. Esse avanço não pode se tornar um retrocesso e a Assembleia Legislativa tem o direito e o dever de se posicionar. É inviável a extinção de municípios só porque eles são pequenos”, completou.

O deputado Arilson Chiorato criticou o projeto que justificou que os municípios pequenos têm que ter sustentabilidade econômica. “A prioridade é o número não a pessoa. O senador, literalmente não conhece o Paraná. Não conhece que temos mais de 100 municípios com menos de mil habitantes, cada um com sua adversidade, cultura, economia e história. Entender isso de forma só financeira é não pensar no povo brasileiro e paranaense”, disse.

Ex-presidente da AMP, o deputado Marcel Micheletto classificou o projeto como “uma insanidade” e “de uma irresponsabilidade sem tamanho”. “Gostaria que o senador pudesse caminhar nesses municípios ver o progresso e a qualidade de vida. Faço o convite ao senador para possa caminhar junto com a gente e olhar o quanto de progresso temos nesses municípios. As pessoas que estavam gostando do papel dele no Senado e hoje já enxergam de uma forma diferente”, disse.

Desastre – “É desastroso o projeto do senador Oriovisto. Eu venho de municípios pequenos. Por exemplo, Santa Lúcia, essa cidade não tem cinco mil habitantes, emancipou-se de Capitão Leônidas das Maques e melhorou muito a qualidade de vida dos moradores. Está errado o pensamento de alguns que não conhecem o interior do Paraná. O que precisa é cuidar para que os recursos sejam bem aplicados em favor da população. Não podemos aceitar este projeto que vai prejudicar o desenvolvimento dos pequenos municípios e do Paraná”, disse Professor Lemos.

A deputada Cristina Silvestri também disse que o senador Oriovisto não conhece o interior do estado. “Eu que venho de um município grande, o maior do sul do Brasil e que foi desmembrando. Como era a vida dos municípios que eram distritos de de Guarapuava: dificuldade de acesso à educação pública, não tinha posto de saúde, asfalto, nem mesmo uma panificadora. Você vai hoje nesses municípios, vê a qualidade de vida das pessoas, tem esgoto, água encanada, acesso ao esporte e que se fosse distrito não teriam”.

Arilson Chiorato disse que vai mandar uma carta ao senador paranaense “que tomou uma atitude dessas sem pensar em mais de cem municípios do Paraná e no mais de mil que existem no Brasil”. “Temos outros temas importantes para discutir referentes ao Paraná que precisam da ajuda dele. Não se faz necessário a discussão e fica aqui o apelo para a mudança ou para retirar esse projeto um tanto insano no momento”.

O deputado Tião Medeiros disse que o projeto é um grande retrocesso à democracia e à representatividade da população menos assistida, e ainda cobrou uma ação mais eficaz do governo federal nos pequenos municípios brasileiros. “Quais os estímulos que o governo federal oferece: repactuação, pacto federativo, reforma tributária? O que o governo federal propõe, unificação de muitos impostos, e qual é a repartição que os municípios vão receber para que eles possam ser auto-suficientes?”, questionou.


26 comentários

  1. PitBull
    quarta-feira, 4 de setembro de 2019 – 14:59 hs

    Orovisto podia ir além de acabar com 101 municipios ( o que seria ótimo pela ecomia que isso produziria), acabando como metade dos senadores, deputados federais, estaduais e vereadores, isso sim seria ÓTIMO

  2. Veredicto
    quarta-feira, 4 de setembro de 2019 – 15:04 hs

    Vou começar pelo inicio.
    Para mim não é surpresa este posicionamento do senador Oriovisto, que sem querer fazer paródia com seu nome, haja visto, ele nunca teve um posicionamento destacado na política paranaense; nunca foi vereador, deputado estadual e muito menos federal para de uma hora para outra ser eleito Senador da República. Nunca ouvi uma palestra sua sobre desenvolvimento empresarial. Qual o serviço prestado à sociedade para alguém, a não ser seus parentes e funcionários, elege-lo um Senador da República? Não se pode esperar das pessoas aquilo que elas não podem nos oferecer. Grande parte da minha vida profissional foi como assessor de pessoas e empresas. Aos meus assessorados nunca deixei de dar sugestões e apontar suas falhas para que quando necessário não cometessem este tipo de gafe cometido pelo Senador Oriovisto, que agora recebe uma carga enorme de criticas, procedentes diga-se de passagem, por uma posição desnecessária. Ou ele não tem assessoria ou é daqueles que tem assessoria porque é moda, mas que a última palavra é dele. Mais ou menos o que acontece com o nosso Presidente Bolsonaro que paga caro por cada ” bola fora” que dá, quando o melhor é ficar calado. Já dizia o saudoso Ulisses Guimarães: o bom orador é aquele que sabe escutar.Honestamente acho que o Senador está com uma “batata quente” atravessada na garganta e não sabe se engole ou bota fora, pois qualquer das duas iniciativas vai gerar problemas para ele.

  3. Veredicto
    quarta-feira, 4 de setembro de 2019 – 15:09 hs

    Volto ao assunto para perguntar senão teria sido melhor um projeto para melhorar a qualidade de vidas daqueles pequemos municípios os ajudando a crescer do que propor sua extinção?. E, de novo a pergunta: onde estava a assessoria do Senador ? Fabio, você sabe do que estou falando.

  4. Paulão
    quarta-feira, 4 de setembro de 2019 – 17:04 hs

    O projeto do Senador Oriovisto é por demais coerente. Atualmente a grande maioria destes pequenos municípios não tem auto sustentabilidade, e ficam a depender de verbas dos governos estaduais e federal para custear a maquina publica (prefeitura e câmera de vereadores). Em sua maioria são verdadeiros cabides de emprego, com benesses para alguns poucos e curral eleitoral dos políticos interesseiros em tais condições.

  5. Gustavo Reis
    quarta-feira, 4 de setembro de 2019 – 17:07 hs

    Os que defendem as TETAS, políticos que tem currais eleitorais se esquecem que é a POPULAÇÃO que vai decidir se continua pagando prefeito, vice, secretários e vereadores INÚTEIS.
    Estão em pânico.

  6. Matomi
    quarta-feira, 4 de setembro de 2019 – 18:18 hs

    É autosuficiente ? Consegue pagar suas contas? Ou sobrevivem só do dinheiro público? se não consegue nem pagar suas contas deve ser extinto sim… Dinheiro público não é capim…

  7. Luiz Antonio
    quarta-feira, 4 de setembro de 2019 – 18:27 hs

    Poderia propor acabar com metade dos Deputados Federais e Estaduais, metade dos Vereadores e, pelo menos 1/3 dos Senadores também. Não farão a menor falta, visto que, nos últimos anos, esta turma só está preocupada em livrar o próprio rabo sujo das garras da Justiça ! Trabalho em prol do Brasil e dos brasileiros que é bom, nem pensar!

  8. César Alberto Coutinho
    quarta-feira, 4 de setembro de 2019 – 18:52 hs

    O senador Oriovisto está corretíssimo, município pequenos existe somente para gerar despesas, a máquina pública sempre defasada, e ainda fica servindo de palanque para político utilizando estes vereadores de cabo eleitoral. Passa a régua, quem chora é porque perde uma teta.

  9. Gustavo Henrique
    quarta-feira, 4 de setembro de 2019 – 22:17 hs

    É por isso que o Brasil, nunca vai melhorar, pois quando algum político tem projeto de mudança necessária e radical como essa do senador Oriovisto, aí vem essa gente que defende a manutenção dessas cidades com menos de 12 mil habitantes que só serve para cabide de emprego e boquinha para vereadores totalmente despreparados, que fosse nas sessões das Câmaras de graça, ainda sairia caro!

  10. Engenheiro Curitiba
    quarta-feira, 4 de setembro de 2019 – 22:23 hs

    Parabéns senador Oriovisto. Votei em você esperando propostas corajosas como esta. Vejam aqueles que a condenam: são todos políticos da “velha política”, do voto comprado, do curral eleitoral. O paranaense já não se deixa enganar com o falso discurso em defesa de Municípios inviáveis. O paranaense quer o dinheiro dos salários de prefeitos, assessores e vereadores sendo aplicado para reduzir as filas nos Postos de Saúde, melhorar as escolas, colocar mais policiais na rua!

  11. VISIONÁRIO
    quinta-feira, 5 de setembro de 2019 – 7:38 hs

    É uma política sensata e correta. Se o Município não tem condição de se auto sustentar, não deveria existir.

  12. Povo paranaense
    quinta-feira, 5 de setembro de 2019 – 8:06 hs

    Porque não apresentar um projeto de melhora do ensino público, talvez isto seja mais importante, mas certamente não lhe interessa. Porque não apresentar um projeto de lei de proporcionando ao governo o direito de tributar as grandes fortunas, isto certamente não lhe interessa. Senador, vc precisa visitar os pequenos Municípios para ver o que eles proporcionam ao povo. O que ele poderia apresentar e isto sim ajudaria os pequenos Municípios, seria um projeto de lei acabando com as Câmaras de Vereadores nos Municípios com menos de 30 mil habitantes.

  13. joao
    quinta-feira, 5 de setembro de 2019 – 10:24 hs

    Parabéns Senador,
    Um projeto que visa melhoras a qualidade de vida destes pequenos municípios, direcionando os recursos para oque realmente necessita.

  14. Silvio
    quinta-feira, 5 de setembro de 2019 – 10:29 hs

    É hilário ver o desespero dos políticos em perder “tetas”!!!
    E é igualmente hilário ver seus asseclas defendendo o indefensável!!!
    Não adianta falar mal do senador e nem do senado, os argumentos devem ser contra o assunto em questão…
    Quem defende municípios deficitários só pode ser: político, funcionário público desse município, cargo comissionado nesse município, parente desses…ou MALUCO!!!!
    ACORDA BRASIL!!!

  15. Daniel
    quinta-feira, 5 de setembro de 2019 – 10:42 hs

    Lógico que serão contra e vão criticar, afinal muitos desses municípios são currais eleitorais.

  16. luiza f. nascimento
    quinta-feira, 5 de setembro de 2019 – 12:17 hs

    Há aspectos não considerados pelo nobre senador Oriovisto.
    O mais gritante deles é que simplesmente anexar uma município ao outro fará com que ambos tenham que fazer uso apenas da receita do maior.
    Explico. Tomemos por base o citado município de Jardim Olinda. Como se limita a Paranapoema e Itaguajé, teria que seria incorporado por um destes. Pois bem, Paranapoema tem pouco mais de 3 mil habitantes. Itaguajé, pouco mais de 4 mil. Santa Ines, ao lado, 1.600 habitantes. Pela proposta do senador, todos seriam extintos. Seriam anexados por qual município então? Olhando para a região, o mais obvio é que passariam a ser distritos do município de Colorado.
    Colorado tem 24 mil habitantes. C aso recebesse todos os municípios acima, passaria a ter aproximadamente 34 mil habitantes.Aí é que vem o problema: A arrecadação do município resultante seria menor do que a soma da arrecadação de todos os municípios isoladamente.
    Colorado hoje tem fator 1,4 na divisão do bolo do Fundo de Participação dos Municípios, uma das principais fontes de recursos dos municípios brasileiros.
    Os demais, possuem fator 0,6.
    A soma dos recursos recebidos por estas cidades (somando-se os fatores) é de 3,8.
    O “novo” município de Colorado, considerando a sua nova população, passaria do fator 1,4 para 1,6.
    Pasmem senhores, a proposta do senador concentra recursos nos municípios verdadeiramente médios e grandes e levaria uma carência enorme de recursos para estas regiões.
    Como fazer mais com menos da metade dos recursos? A expectativa é de que os serviços do setor público piorem para os habitantes de Colorado e também para os das cidades incorporadas.
    Como o senador é professor, aguardo alguma equação que me convença que esta proposta não iria intensificar a pobreza nas regiões mais remotas ao mesmo tempo em que concentra mais recursos nos maiores município.

  17. Gladiador
    quinta-feira, 5 de setembro de 2019 – 13:59 hs

    Imaginem…o Anibal Curi abria municipios até em rabo de cachorro, para ter prefeitos. O Brasil ainda é daquela estirpe. Por isso somos pobres e burros.

  18. Luiz Flavio
    quinta-feira, 5 de setembro de 2019 – 14:33 hs

    Sr Veredicto, criticar é muito fácil, mas, qual a sugestão milagrosa para melhorar e fazer crescer uma cidade que tem, por exemplo, 1500 habitantes (com Prefeitura, Câmara de Vereadores, funcionários e mais “n” cargos comissionados), num País em recessão e um Estado Quebrado? Essa foi a herança maldita daquele que o Requião chamava de ” A RAPOSA DO RABO FELPUDO”, responsável por dezenas de emancipações no Paraná que deram origem a estas cidadezinhas. Temos um belo exemplo ao lado de Londrina, onde a Administração Municipal se desdobra para manter os salários dos servidores em dia pela escassez de recursos. Por mais rico que fosse a nação, não haveria uma economia forte o suficiente para manter mais de 5000 cidades
    (precisamente 5570), com suas estruturas Administrativas / Políticas. Tanto que, Deputados e Prefeitos estão desesperados para que seja aprovada o mais rápido a PEC 391/17 que aumento o repasse ao FPM – Fundo de Participação dos Municípios, já não mais atende as necessidades da maioria das cidades Brasileiras. Parabéns pela iniciativa Senador.

  19. JOSE
    quinta-feira, 5 de setembro de 2019 – 15:34 hs

    mais uma proposta para acrescentar no projeto do nobre senador, ACABAR COM O SENADO, PARA QUE SERVE SENADOR, MESMO?
    acabar com metade dos deputados, ministros dos supremos, conselheiros de tribunais de contas, desembargadores, com estatais deficitárias.

  20. NILSO ROMEU SGUAREZI
    quinta-feira, 5 de setembro de 2019 – 16:33 hs

    Em 2015, um substancioso estudo denominado ESTUDO DE VIABILILIDADE MUNICIPAL, de técnicos do TRIBUNAL DE CONTAS DO PARANA, demonstra que na Região Sul e Sudeste do Brasil, seriam em torno de 20 mil habitantes o número mínimo para uma administração municipal ter GESTAO EFICIENTE. (Espero que o Senador Oriovisto tenha este trabalho em mãos). Dos 399 municípios do Paraná, mais da metade tem menos disso. Temos em torno de uma dezena de municípios com menos de 2.000, outras dezenas com menos cinco mil habitantes, centenas com menos de dez mil habitantes. Enfim nos últimos 30 anos o Paraná foi retaliado aos atuais 399 em que menos de 80 municípios tem estes 20 mil.
    Agora vejam a aberração: A CF diz que municípios com até 15 mil habitantes podem ter UM MAXIMO DE 9(NOVE) VERADORES. No Paraná não existe município que não tenha menos dos carimbados 9 vereadores. Nas ultimas eleições (2016) nesta dezena de municípios que tem menos de 2 mil habitantes, vereadores se elegeram com 50,60, 70, oitenta votos. São números que nossa população desconhece, mas estão registrados nos resultados das eleições, Para dar um exemplo. Em Paranavaí o ultimo vereador eleito fez 896 votos, na divisa do município em Nova Aliança do Ivaí (1.534) habitantes, um vereador se elegeu com apenas 47 votos. Uma diferença de vinte vezes menos do que o vizinho.
    Não há duvida que a proposta do Senador Oriovisto é ótima. Difícil porem de ser aprovada pelo legislativo que me mantem pelo VOTO DE LEGENDA.
    Acho que existe uma possibilidade de aprovação, no momento, na diminuição do numero de vereadores, mudando a regra deste máximo, para reduzir a 3(três) vereadores nos municípios até 10 mil habitantes, 5 até 20 mil habitantes, 7, até 50 mil habitantes.
    Ao invés de pagarmos os vereadores (mais assessores), contratar-se-iam professores e médicos.
    Dos 5,570 municípios brasileiros, seriam extintos mais de 50 mil vereadores e 100 mil assessores. Mais de cem mil professores e milhares de médicos e enfermeiras para a saúde pública. Começaríamos da base a reforma da educação, único caminho de solução para o atraso cultural e intelectual do nosso povo, sempre em busca dos salvadores da pátria.
    Com uma geração educada o Brasil seria a grande potência. Só nos falta é mudar o SISTEMA DE GOVERNO.
    Enfrenta esta Oriovisto. Nos teus 8 anos conseguira até propor a CONSTITUINTE EXCLUSIVA.

  21. HORA DA VERDADE
    quinta-feira, 5 de setembro de 2019 – 16:44 hs

    Este Deputado Arilson Chioratto, não conhece o Parana. Dizer esta besteira de que existem mais de cem (100) municípios com menos de mil (1.000) habitantes no Paraná é passar o atestado de despreparo.
    este vai ganhar o troféu FAKE NEWS da ALPR. A duvida será escolher o simbolo da regalia. Uma cabeça de asno ou de lobo mau da democracia paranaense que elege gente deste tipo.

  22. João
    quinta-feira, 5 de setembro de 2019 – 18:11 hs

    O Paraná ter 399 municípios é demais!!!
    Município com 5.000 habitantes? Não dá!
    Agora o que precisa é rever a administração destes lugares e dos já existentes distritos.
    Deve haver uma adm local, um conselho eleito por moradores e um coordenador do município ao qual o distrito pertence.

  23. sapoeletricio
    quinta-feira, 5 de setembro de 2019 – 19:49 hs

    Mas o Oriovisto sendo senadorpode fazer leis no parana?

  24. Valdir Pereira de Souza
    quinta-feira, 5 de setembro de 2019 – 22:37 hs

    Parabens SENADOR…

  25. SERGIO SILVESTRE
    sexta-feira, 6 de setembro de 2019 – 11:28 hs

    Goste de ver Senador. O senhor me representa.

  26. ATÉ QUANDO
    sexta-feira, 6 de setembro de 2019 – 14:40 hs

    Sra Luiza f Nascimento, teu comentario foi um desastre depois que o Sguarezi mostrou que somente com a extinção de 18 cargos de vereadores e das duas camaras muncipais, o novo municipio poderia contratar dezenas de professores, medicos e enfermeiras. Vá fazer conta na Venezuela ou volte pra escola.

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