Romanelli defende exclusão de concessionárias em nova licitação do pedágio | Fábio Campana

Romanelli defende exclusão de concessionárias em nova licitação do pedágio

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) defendeu nesta sexta-feira, 6, a exclusão das atuais concessionárias de nova licitação do pedágio caso não entreguem as obras previstas nos contratos assinados em 1998. As concessões dos 2,5 mil quilômetros de rodovias pedagiadas são exploradas por seis empresas e terminam em novembro de 2021. “O povo paranaense está refém do pedágio e paga as tarifas mais caras do país. Nesse modelo perverso, do qual sempre fui contra, poucas obras foram realizadas e a maioria foi deixada para o final do contrato. O que acontece agora? As empresas não querem fazer essas obras”, disse.

O novo plano de concessão sinalizado pelo Estado, segundo Romanelli, prevê passar 4,1 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais para o governo federal que vai licitar um novo modelo de pedágio no Paraná. “Nós temos que fazer até 2021 que as empresas executem as obras que estão previstas no contrato”, defendeu.

Romanelli criticou ainda os acordos de leniência entre o Ministério Público Federal e as concessionárias que não incluem a conclusão das obras nas rodovias. “Por exemplo, no acordo feito com a Rodonorte, está excluída a conclusão da duplicação da Rodovia do Café entre Ponta Grossa e Apucarana e mais os 26 quilômetros da Rodovia Parigot de Souza, ligação entre Ponta Grossa e Jaguariaíva. Isso está sendo contestado pelo Estado e esse acordo é lesivo aos paranaenses”.

Investigação – No final do mês de agosto – por sugestão de Romanelli o deputado Tercílio Turini (PPS) em requerimento aprovado pela Assembleia Legislativa -, o Estado criou uma força-tarefa para investigar os contratos das seis empresas de pedágio. Econorte será a primeira a ser investigada e as outras cinco – Viapar, Ecovia, Caminhos do Paraná, Ecocataratas e Rodonorte – serão incluídas no cronograma da Controladoria Geral do Estado.

O deputado está confiante na atuação da CGE para cobrar a realização das obras. “O Estado aplicou o processo administrativo de responsabilidade na Econorte. Nós queremos que isso aconteça com as outras cinco concessionárias e aí poderemos ter a declaração de inidoneidade das empresas, o que vai impedi-las de participar das licitações, independente do acordo de leniência que fizeram com o MPF”, disse.

“A busca é para termos uma solução melhor do que foi dada pelo MPF no acordo de leniência com a Rodonorte. As concessionárias arrecadaram muito dinheiro, elas estão com o dinheiro nosso, têm que fazer as obras e estão nos enganando para não realizarem as obras”, completou.


4 comentários

  1. Paulo Bueno Netto
    sexta-feira, 6 de setembro de 2019 – 17:13 hs

    Romanelli está cheio de razão!

    O povo parananense foi enganado, roubado sucessivamente, dia após dia, durante todo esses anos de estradas pedagiadas.

    O ex-governador Jayme Lerner mentiu para o povo e criou um inferno real aos Paranaense.

    Nós pagamos entretanto não recebemos, e de pior: não existe justiça que faça justiça para resolver o problema.

    Essas empresas, parceiras nesses consórcios dos pedágios deveriam ser rechaçadas de qualquer nova licitação.

    Romanelli – tire esses demônios da vida dos Parananenses, por favor e pelo amor de Deus!

    Esses empresários nunca foram sérios.

    Se fossem sérios o Paraná estaria com 2.070 Kms de estradas duplicadas e pagas.

  2. PitBull
    sexta-feira, 6 de setembro de 2019 – 19:43 hs

    Até aí concordo….
    Deve ter secado a TETA

  3. johan
    sexta-feira, 6 de setembro de 2019 – 23:14 hs

    Caro Fábio, esse deputado Romanelli nunca foi de muita confiança. Porém com essa manifestação de impedir as atuais concessionárias de participarem das novas licitações demonstra muita clarividência sobre o assunto, pois a população paranaense não aceita essas empresas. E mais, não é só as empresas, devem ficar impedidos os dirigentes e diretores dessas concessionárias. Essas pessoas não são bem quistas no estado, pois em todos os momentos esses dirigentes participaram como ativos e coniventes da exploração financeira a que os usuários sofreram. Atenciosamente.

  4. Bertoldo
    domingo, 8 de setembro de 2019 – 20:17 hs

    Não gosto deste cara mas concordo com ele, quem não fez nada desde 1998 não é agora que vai fazer. E pedágio é crime, ele só é bom para os donos das concessões e seus fornecedores. Chega deste pedágio que até agora disse a quê veio todos estes anos.

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