PSL aposta em campeões de votos para as eleições de 2020 | Fábio Campana

PSL aposta em campeões de votos para as eleições de 2020

O PSL vai escalar deputados campeões de voto em 2018, eleitos na onda de popularidade do presidente Jair Bolsonaro, para entrar na disputa de prefeituras de cidades grandes e médias no próximo ano. Apesar de seguir com o discurso da renovação, nomes de fora da política têm sido minoria entre os pré-candidatos do partido até agora. As informações são de Silvia Amorim na Época.

Rio de Janeiro, Curitiba, Campo Grande, Cuiabá e São Paulo são algumas capitais onde o PSL tem como pré-candidatos à vaga de prefeito puxadores de voto. A tendência se repete em municípios de médio porte. Deputados que tiveram votações recordes no ano passado são cotados para defender uma candidatura do partido em Blumenau (SC) e Vila Velha (ES), por exemplo.

A escalação de parlamentares está concentrada no centro-sul do país, porque é a região em que o PSL registrou seu melhor desempenho eleitoral. Dos 52 deputados federais da sigla, 44 são do Sul, Sudeste ou Centro-Oeste.

Ao apostar no lançamento de deputados para disputas municipais o PSL se vale de uma receita da política tradicional. Como não precisam renunciar ao mandato, em toda eleição uma legião de parlamentares se lança às urnas para tentar conquistar um cargo de prefeito.

Força regional
O plano do PSL para as eleições de 2020 é audacioso. O presidente nacional da legenda, Luciano Bivar, tem dito que a meta é lançar candidaturas próprias a prefeito em todas as cidades com mais de cem mil habitantes — são cerca de 300 atualmente.

Em Santa Catarina, maior estado governado pelo PSL, o partido estima eleger de 60 a 80 prefeitos. Hoje não tem nenhum.

“Somos o maior partido de Santa Catarina, mas não temos um prefeito nem vereador. A próxima eleição vai consolidar nossa força no estado”, afirmou o presidente estadual do PSL catarinense, deputado Fábio Schiochet.

O dirigente explicou que a escalação de deputados para disputar a eleição foi precedida de uma consulta sobre os suplentes que assumirão no caso de vitória nas urnas.

“Fizemos uma consulta rigorosa sobre os suplentes para ver se estão alinhados com o presidente Bolsonaro e o governador. Constatamos que todos estão alinhadíssimos e podemos lançar nossos deputados com a tranquilidade de que serão substituídos por gente que pensa como nós”, disse Schiochet.

Neste mês o PSL iniciará uma campanha nacional de filiação. Um ato em todo o país está marcado para o próximo dia 17. A legenda espera aumentar de 250 mil para um milhão de filiados até o fim do ano.

A eleição municipal é considerada decisiva para os planos de reeleição do presidente Bolsonaro. Eleger prefeitos é o caminho para estruturar o partido regionalmente e criar uma rede de apoio a uma candidatura presidencial daqui três anos.

Campeões de voto
O único pré-candidato a prefeito em capitais divulgado até agora pelo PSL foi o deputado estadual Rodrigo Amorim. Mais votado para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em 2018, ele teve sua indicação anunciada em julho. Mas as articulações regionais estão acontecendo. O próximo anúncio deverá ser do pré-candidato a prefeito de Curitiba, Fernando Francischini. Ele foi o deputado mais votado da história do Paraná em 2018.

Em São Paulo, é a deputada campeã de votos na Câmara, Joice Hasselmann, quem está no páreo pela vaga. O deputado estadual Gil Diniz também tem dito que encararia a tarefa. Ele foi o segundo mais votado do PSL no estado.

O mesmo acontece em Campo Grande, onde o deputado estadual mais votado no estado, Capitão Contar, é um dos cotados à vaga. Em Cuiabá, é o deputado federal mais votado de Mato Grosso, Nelson Barbudo, quem aparece nas bolsas de aposta para a empreitada de 2020.

De todas essas capitais, apenas em São Paulo um nome de fora da política vem sendo aventado como candidato— o apresentador José Luiz Datena.

Deputados que não foram recordistas de votos também deverão encabeçar chapas a prefeito do PSL. Em Porto Alegre, o favorito à vaga é o deputado estadual Rui Igarathy, empresário eleito pela primeira vez em 2018 e atualmente secretário estadual de Desenvolvimento. Em Vitória disputam a vaga de candidato a prefeito um ex e outro atual deputado — Carlos Manato e Torino Marques, respectivamente.


4 comentários

  1. bs
    segunda-feira, 5 de agosto de 2019 – 15:19 hs

    Com esses políticos que ai estão, sinceramente, votar pra que ???

  2. Marco
    segunda-feira, 5 de agosto de 2019 – 20:26 hs

    Esse não se elege nem para síndico mais, tem que ter cara nova, porque não o Subtenente Everton do PSL, Mourão apoia!!!!

  3. Rosicleia Tôrres Liarte
    segunda-feira, 5 de agosto de 2019 – 21:29 hs

    Aqui em Manaus precisamos dessa mudança Urgente, todos da velha política do PT e aliados.

    Aqui temos muita admiração pelo Presidente e tudo que tem feito pela nação.

    Quando vcs ganharem aqui também. Dêem uma olhada para rede de atendimento de postos médicos, médicos saem de férias não tem outro no lugar . Foram tantos concursos públicos. Uma vergonha se não tivesse dinheirinho reservado do gás estaria até hoje com dor de dente. Prefeito daqui tem até ilha, mansões etc… As ruas uma vergonha e muitos desvio de verbas públicas. Manaus era pra ser uma cidade Linda, bem cuidada é pequena em relação as outras. Infelizmente aqui tem famílias de magistrados que só os filhos passam em concursos, e fica uma tradição é só procurar. São 3 ou 4 famílias que são de juízes . Fora os políticos tipo Eduardo Braga, Omar Azize , Plínio Valério etc… Todos Senadores são contra o governo Bolsonaro, todos Bandidos dos cofres públicos.

    Deus abençoe vcs na eleição de 2020

  4. terça-feira, 6 de agosto de 2019 – 10:49 hs

    Me Perdoem os Candidatos a Prefeito de Curitiba…Na Minha Umilde Opinião..Vão ter Que Correr Muito Pra Ganhar do Atual..RAFAEL GRÉCA;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;

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