Operação Lava Jato prorrogada por mais um ano | Fábio Campana

Operação Lava Jato prorrogada por mais um ano

A Procuradora-Geral da República Raquel Dodge prorrogou a força-tarefa da Operação Lava Jato por mais um ano. A portaria que oficializa a medida será publicada nesta terça-feira 13, e será posteriormente submetida à aprovação do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF). As informações são da Veja.

Esta será a quinta prorrogação da força-tarefa, instituída em abril de 2014. A decisão de Dodge foi tomada em meio aos vazamentos de diálogos trocados entre o então juiz federal Sergio Moro, o chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, e demais procuradores. Nos bastidores, havia a especulação de que a operação poderia ser encerrada, diante dos questionamentos sobre os desvios de conduta dos integrantes das investigações.

A Procuradoria-Geral da República afirmou, por meio de nota divulgada em seu site, que desde 2014, “além das renovações, houve ampliação progressiva do quadro de pessoal, incluindo procuradores e servidores. Também foi crescente a destinação de recursos para diárias e passagens. Em 2019, por exemplo, já foram gastos 808 mil reais com essa despesa”. No início, a força-tarefa contava com 10 procuradores. Hoje são 15.

Na nota, a PGR também explica como um procurador pode atuar na Operação Lava Jato. São três os critérios: atuação exclusiva, quando deixa o respectivo ofício e passa a atuar apenas nos casos distribuídos à força-tarefa; de desoneração parcial, em que acumula parte de suas atividades com novos encargos; e sem desoneração, nos casos em que mantém integralmente as atividades no ofício do qual é titular. “No caso da Força-Tarefa da Lava Jato no Paraná, nove dos atuais integrantes atuam no modelo de desoneração total ou parcial”, diz.

O mandato de Dodge à frente da PGR se encerra em setembro, mas a procuradora-geral da República busca a recondução ao cargo por mais dois anos. A decisão será tomada pelo presidente Jair Bolsonaro, que já indicou que não necessariamente seguirá a lista tríplice, da qual a atual chefe do Ministério Público não faz parte. O escolhido precisa ser aprovado pelo Senado.


4 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    terça-feira, 13 de agosto de 2019 – 14:14 hs

    O Brasil segue sua senda em direção ao brejo da irrelevância e da indiferença internacional, o seu destino manifesto, desde que por aqui aportaram as naus portuguesas. A agenda nacional é a agenda policial. Tudo se submete a esta agenda, que determina a pauta da política e da economia nacional. Lá vem o Brasil descendo a ladeira…

  2. ESTAMOS DE OLHO
    quarta-feira, 14 de agosto de 2019 – 10:22 hs

    VAMOS AGUARDAR A DECISAO DO PRESIDENTE
    E NAO SE SURPREENDAM SE O ESCOLHIDO FOR
    FORA DA LISTA TRIPLICE ,PODE SER A PROPRIA RAQUEL
    OU ATE O DELTAN ,AGUARDEM O TEMPO E O SENHOR DA
    RAZAO.

  3. SERGIO SILVESTRE
    quarta-feira, 14 de agosto de 2019 – 19:36 hs

    Esse presidente é bem capaz de nomear o Dalanhol. Ai estaremos perdidos de vez!

  4. SERGIO SILVESTRE
    quinta-feira, 15 de agosto de 2019 – 10:21 hs

    Que pena.

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