Itaipu apoia criação de Comissão Binacional de Contas | Fábio Campana

Itaipu apoia criação de Comissão Binacional de Contas

Os dois diretores-gerais de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna (brasileiro) e Ernst Bergen (paraguaio), manifestaram apoio às chancelarias dos dois países para que a empresa seja fiscalizada por controle externo. A Diretoria Executiva defendeu, na última quinta-feira 22, a retomada das tratativas para a criação da Comissão Binacional de Contas, mediante Acordo de Notas Reversais a ser conduzido por esses ministérios.

As tratativas para a criação da comissão haviam começado em 2015 por iniciativa do MRE. Em 2017, houve a primeira reunião para debater o tema. Agora, o assunto voltou a ser discutido com prioridade seguindo as premissas básicas da boa gestão pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, conforme ressalta o general Silva e Luna.

Segundo ele, “essa iniciativa demonstra que a atual gestão de Itaipu está buscando ser cada vez mais transparente, atendendo o que sociedade espera”.

A Itaipu Binacional possui natureza jurídica diferenciada por se tratar de ser uma empresa juridicamente internacional, emergente no campo do direito internacional público e constituída por Tratado firmado entre a República Federativa do Brasil e a República do Paraguai.

Entidade criada por dois países soberanos, à Itaipu se aplica regramento jurídico especial, fundamentado no princípio da binacionalidade, com absoluta igualdade em seus processos decisórios.

De acordo com a ata, “não por outro motivo, a gestão dos recursos e do território da Empresa é realizada de forma conjunta e paritária entre brasileiros e paraguaios, havendo um verdadeiro condomínio de partes iguais e ideais entre os países”.

Nesse sentido, o planejamento, o orçamento, a contabilidade, as contas e o patrimônio da Itaipu sempre foram administrados de maneira comum e bem-sucedida pelos empregados das duas margens, com procedimentos de auditoria interna e auditoria binacional externa.

Ainda segundo a ata, “com a intenção de avançar no processo de aperfeiçoamento e de transparência na gestão, a Diretoria Executiva da Itaipu acredita ser relevante contar também com um mecanismo de fiscalização externo”. Esse controle, de forma independente e respeitando o princípio da binacionalidade e o Tratado de Itaipu, auxiliaria os dois países na fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da empresa quanto aos aspectos da legalidade, da legitimidade e da economicidade de seus atos.

Como é hoje
Atualmente, as contas de Itaipu já são auditadas conjuntamente por empresas do Brasil e do Paraguai. O resultado dessas auditorias, que são anuais, é comunicado à diretoria executiva de Itaipu e ao Conselho de Administração – que, com base nos relatórios e em eventuais recomendações, podem determinar providências. Todos esses balanços estão disponíveis no site da empresa.

Outros mecanismos de controle de Itaipu são a atuação da própria Eletrobras e da Ande, que dão pareceres prévios e têm representantes no Conselho de Administração; pelos governos do Brasil e do Paraguai, que nomeiam diretores e conselheiros da binacional; e pelo Ministério de Relações Exteriores dos dois países, que indicam representantes no Conselho de Administração.


Um comentário

  1. Paulo Bueno Netto
    terça-feira, 27 de agosto de 2019 – 17:36 hs

    De quem é a Itaipu?

    De dois países! Brasil e Paraguai!

    Do lado do Brasil: quem é o dono? O Povo Brasileiro? Penso que sim!

    O financiamento internacional para a construção da Usina de Itaipu, Usina do Povo Brasileiro, será quitado em 2022. O custo deste financiamento representa 63% do faturamento total da Usina.

    Então… Quando paga sua ultima parcela, o Povo Brasileiro, merece receber a partir do primeiro mês subsequente, desconto no preço da energia, de igual percentual, isso é de 63% do valor da energia, atualmente cobrada!

    É o que os donos da Usina desejam, para o bem do desenvolvimento de nosso querido Brasil.

    Não praticar esse principio é um ato de corrupção. Um ato contra o Povo Brasileiro, os donos da Usina.

    Conclamo a todos a desejarem uma energia elétrica barata em nosso País. Temos três anos para formarmos opinião.

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