Crise no grupo paranaense Bitcoin Banco | Fábio Campana

Crise no grupo paranaense
Bitcoin Banco

O grupo paranaense Bitcoin Banco, que atua no ramo de criptomoedas, tem enfrentado alto volume de reclamações e ações de clientes que apontam impossibilidade de saque de saldos custodiados.

Em suas plataformas, clientes e traders relatavam ser comum rentabilidades muito acima da média de mercado, acarretada por arbitragens entre suas exchanges, que possuíam preços diferentes da unidade do Bitcoin. A compra em uma exchange, transferência para outra para venda por melhor preço e refazimento constante do ciclo era uma prática comum por muitos usuários, o que despertou interesse e atraiu vultuosos aportes de capital de terceiros no Grupo. Nos grupos de Telegram eram comuns usuários que apontavam rentabilidades acima de 500%.

No entanto, com o encerramento das contas do grupo em bancos comerciais, a falta de informações sobre o lastro das operações frente a não divulgação de balanços contábeis e endereços dos criptoativos armazenados, além da grave falha sistêmica que possibilitava transferências duplicadas por usuários mal intencionados, há uma grande fila de saques, colocando em cheque inclusive a continuidade das operações do Grupo. Diariamente é comum verificar clientes na porta da empresa na tentativa de uma solução.

Com volumes de operações declarados de mais de 1,6 Bilhões de dólares em 24 horas, conforme Coinmarketcap, principal ranking de comparação entre exchanges do mercado de criptomoedas mundial, por todo o Brasil há um volume significativo de ações judiciais e pedidos de bloqueio, a grande maioria contra o sócio Claudio José de Oliveira e algumas inclusive quanto a sua esposa Lucinara da Silva Oliveira e os administradores e diretores do grupo. Nos processos com liminar deferida, grande maioria, é comum retornarem pedidos de bloqueio com ausência ou inexistência de saldo, bem como ordens judiciais de transferência imediata de bitcoin sob pena de pesadas multas serem frequentemente descumpridas.

Nos grupos de Telegram não oficiais da empresa, há mais de 2000 pessoas que todos os dias compartilham insatisfações com o dinheiro represado. Além disso, as reclamações no Reclame Aqui tem se avolumado diariamente sem soluções, há mais de 600 reclamações não respondidas. Apesar de não sofrerem regulação pela CVM, BACEN e outros órgãos fiscalizatórios, o Grupo custodia valores de terceiros em suas plataformas de exchanges, o que tem deixado extrema preocupação a sua base de clientes quanto a liquidez e solvência frente aos seus compromissos.

O Grupo Bitcoin Banco em Junho deste ano procurou o maior escritório de advocacia do país e da América Latina – Nelson Wilians & Advogados Associados para gerenciar juridicamente a questão.

No entanto, procurado recentemente para informações, fora confirmado que referido escritório suspendeu o atendimento ao Grupo Bitcoin Banco para resguardar seus interesses contratuais.


2 comentários

  1. antonio carlos
    sexta-feira, 5 de julho de 2019 – 18:23 hs

    KKK inventaram nomes novos para truques velhos, antigamente chamavam isto de Conto do Vigário, Golpe do Bilhete Premiado e até de Pirâmide, o resultado invariavelmente é o mesmo, o ganancioso se separa do sagrado dinheirinho. Tem gente que ainda não acredita que o privilégio de fazer milagres continua sendo de Deus.

  2. sábado, 6 de julho de 2019 – 10:34 hs

    EU NÃO ACREDITO EM GANHO FÁCIL..NÃO ENTRO NESSA FRIA..NUNCA VOU PERDER NEM UM CENTAVO POIS NÃO CONFIO NESTAS PROMESSAS MILAGROSAS…TO FORA……

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