Ricardo Barros defende Práticas Integrativas em Saúde | Fábio Campana

Ricardo Barros defende Práticas Integrativas em Saúde

Durante o lançamento da Frente em Defesa das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde – Frente Holística – o ex-ministro da Saúde, deputado federal Ricardo Barros (Progressistas/PR) defendeu que um maior investimentos nesse tipo de terapias pode economizar recursos públicos. “Eu acredito que estas práticas economizam recursos públicos, é um investimento que tem um retorno positivo para as pessoas e para o erário, elas evitam internação e, muitas vezes, custos com medicamentos que são mais caros”, afirmou.

Terapias integrativas compreendem um grupo de práticas não alopáticas e biomédicas de atenção integral à saúde, desenvolvidas com racionalidade própria de olhar integral, físico, energético e espiritual, sendo consideradas holísticas.

As Práticas Integrativas e Complementares se enquadram no que a Organização Mundial de Saúde denomina de Medicina Tradicional, Complementar e Integrativa (MTCI) e, sobre este tema, a OMS recomenda aos seus Estados-membros a elaboração de Políticas Nacionais voltadas à integração/inserção das MTCI aos sistemas oficiais de saúde, com foco na atenção primária de saúde.

Entre essas práticas estão a acupuntura, auriculoterapia, constelação familiar, homeopatia, osteopatia, masssagens, entre outras. O objetivo é ajudar o paciente a melhorar a qualidade de vida e chegar ao seu ponto máximo de equilíbrio físico e emocional.

A Frente Holística conta com mais de 200 parlamentares do Congresso Nacional, tanto deputados federais quanto senadores, todos envolvidos com a pauta.

Histórico – Ao longo de sua gestão à frente do Ministério da Saúde, Ricardo Barros editou portaria incluindo Práticas Integrativas e Complementares (PICS) na lista de tratamentos do Sistema Único de Saúde. Os tratamentos utilizam recursos terapêuticos, baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas doenças, como depressão e hipertensão. São elas: apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, ozonioterapia e terapia de florais. Com as novas atividades, ao todo, o SUS passou a ofertar 29 procedimentos à população.

À época, o então ministro ressaltou o protagonismo nacional na implementação de terapias holísticas. “O Brasil passa a contar com 29 práticas integrativas pelo SUS. Com isso, somos o país líder na oferta dessa modalidade na atenção básica. Essas práticas são investimento em prevenção à saúde para evitar que as pessoas fiquem doentes. Precisamos continuar caminhando em direção à promoção da saúde em vez de cuidar apenas de quem fica doente”, ressaltou.

Consolidação – Ainda no lançamento da Frente Holística, o deputado Ricardo Barros se comprometeu a pedir a relatoria do PL 2821/19, de autoria do deputado Giovani Cherini (PR/RS), presidente da Frente, na Comissão de Seguridade Social e Família.

A proposta altera a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para incluir as Práticas Integrativas e Complementares no campo de atuação do Sistema Único de Saúde. Dessa forma, a política de terapias holísticas não correria o risco de serem extintas no SUS a partir da edição de nova portaria, mas se tornaria uma política regulamentada em lei, mais consolidada.


10 comentários

  1. Ein Sof
    sexta-feira, 31 de maio de 2019 – 18:43 hs

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Eu morro e não vejo tudo…
    Sugestão para o Ricardo Barros: vá ler um pouco sobre a eficácia desta assim chamada ‘medicina alternativa’…
    Vá ler sobre os princípios da homeopatia: eles acreditam que quanto mais diluído um medicamento, mais potente ele é…
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Que a água guarda ‘vibrações’ da molécula do medicamento…
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Sério, vai se informar antes de embarcar em bobagem.
    Só faltou a bobagem da medicina quântica…
    Criada por alguém que leu algum livro mal escrito sobre física quântica, entendeu errado o que estava mal escrito, e achou que descobriu uma grande forma de medicina alternativa.
    Sugiro ao Ricardo Barros que quando ele tiver uma doença grave, por exemplo, um câncer, que ele trate-se com medicina alternativa apenas.
    Não precisa quimioterapia, radioterapia… alguma dessas medicinas alternativas que resolva o problema dele.
    Isso é simplesmente jogar fora o orçamento da saúde.
    Sinto muito dizer!

  2. Ein Sof
    sexta-feira, 31 de maio de 2019 – 19:01 hs

    Sugestão para o ilustre Ricardo Barros: lute pela implantação de pílulas de açúcar sem efeito terapêutico algum, não dando ao paciente a informação de que as tais pílulas não servem para nada.
    Inclusive, conforme a doença, uma cor de pílula funciona melhor.
    É o famoso efeito placebo…
    E ele está documentado em inúmeros estudos científicos de gabarito.
    Teria o mesmo efeito que estas terapias alternativas, e sairia BEM mais barato.
    Mas se vocês querem sacudir o barraco mesmo e aderir ás terapias alternativas mesmo, então que comecem a contratar feiticeiros, mandingueiros, benzedeiras.
    Para que parar no meio do caminho, já que tais terapias são tão maravilhosas assim?

    EU APOSTO QUE NENHUM DESTES MEUS COMENTÁRIOS SERÁ PUBLICADO….

  3. Ein Sof
    sexta-feira, 31 de maio de 2019 – 19:25 hs

    Este último comentário, que provavelmente não será publicado, é para ajudar o Ricardo Barros a atualizar-se.
    No ramo da chamada pseudo-medicina, apareceu um ramo novo, chamado medicina quântica.
    Olha que maravilha:

    Medicina quântica é uma mistura de ideias pseudocientíficas supostamente baseadas na mecânica quântica, na psicologia, na filosofia e na neurofisiologia que afirma que os fenômenos quânticos são responsáveis pela saúde e bem estar. Há diferentes versões, que fazem alusão a ideias quânticas como dualidade onda-partícula, partículas virtuais e, de forma mais genérica,”energia” e vibrações.[1] Medicina quântica é uma forma de medicina alternativa.

    O termo foi cunhado por Deepak Chopra.[2] Suas discussões de medicina quântica têm sido caracterizadas com o neologismo technobabble (en) – “um balbuciar incoerente repleto de termos científicos”[3] que “deixa loucas as pessoas que realmente entendem de física”[4] e como “redefinição errada”.[5]

    A medicina quântica é controversa devido àD suas interpretações distorcidas da física moderna.[6] É amplamente reconhecida na comunidade científica pela ausência de sentido.[7] Mas, mesmo assim, tem vários seguidores que a divulgam . A principal crítica gira em torno do fato de que objetos macroscópicos (tais como o corpo humano ou células individuais) são demasiado grandes para apresentarem propriedades inerentemente quânticas como ainterferência e o colapso da função de onda. A maioria da literatura sobre medicina quântica é quase inteiramente filosófica, omitindo a rigorosa matemática que torna a eletrodinâmica quântica possível.[8]

    O físico Brian Cox defende que o mau uso da palavra “quantum”, tais como o seu uso na medicina quântica, tem um efeito negativo na sociedade, pois mina a ciência genuína e desencoraja as pessoas de se envolverem com a medicina convencional. Ele afirma que “para alguns cientistas, a infeliz distorção e apropriação indevida de ideias científicas que muitas vezes acompanham sua integração na cultura popular é um inaceitável preço a pagar.”[9]

    Fonte:
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicina_qu%C3%A2ntica

    Seria interessante ver a seção pseudo-medicina na mesma página, para buscar novas ‘ideias brilhantes’.

  4. PEDROCA DO SUDOESTE
    sábado, 1 de junho de 2019 – 9:44 hs

    Se o nobre deputado RICARDO BARROS, fosse médico, até poderia se entenderseus pontos de vista a respeito do assunto.Mas, é Engenheiro pelo que se saiba, outra coisa para um modelo desses funcionar precisa combinar com a CLASSE MÉDICA, que nesse país é coporativista e ligada a indústria farmacêutica. Fala-se muito em resolver certos problemas de saúde pública, mas não se combina com o pessoal do JALECO BRANCO.

  5. VISIONÁRIO
    sábado, 1 de junho de 2019 – 20:34 hs

    É preciso matricular o Barros em uma escola que ensine a pesquisar o “buraco negro” !!!

  6. Ein Sof
    domingo, 2 de junho de 2019 – 14:12 hs

    PEDROCA DO SUDOESTE, em quais outras teorias da conspiração você acredita?
    Terra plana? Extraterrestres da Área 51? Que vacinas são enganações para a indústria farmacêutica lucrar?
    Que a família real inglesa é muçulmana e que o príncipe Charles faz membro de uma tariqa?
    Que a Pepsi é adoçada com fetos humanos abortados?

    Estes estudos que eu citei não foram feitos por médicos brasileiros, mas pela comunidade científica em diversos países!
    Inclusive, as pesquisas envolvendo o efeito placebo já são BEM antigas.
    O que custa mais barato? Contratar um especialista em ‘medicina alternativa’, ou fabricar pílulas falsas, dando aos pacientes que têm chance de recuperar-se sem uma intervenção iátrica mais drástica?
    Pesquise sobre isto.
    Inclusive sabe-se que cores de pílulas falsas funcionam em quais doenças!
    Não sabe-se o porquê; sabe-se apenas que isto acontece.
    E seria BEM mais barato fazer esta abordagem, pois estas terapias alternativas funcionam tão bem quanto placebo, e não precisam ser contratados especialistas nelas.
    Desperdício de dinheiro público e falta de reflexão da parte dos que defendem estas ideias.

  7. Ein Sof
    domingo, 2 de junho de 2019 – 14:38 hs

    Meu caro Visionário, não sei qual foi o intuito de seu comentário.
    Ridicularizar a ciência? Dar a entender que cientistas investigam e preocupam-se com coisas inúteis?
    Pena que não há mais pessoas que preocupam-se com estas coisas que o senhor considera inúteis!
    Neste caso que o o senhor citou, dos buracos negros, mentes brilhantes (já no Iluminismo), teorizaram sobre eles. As teorias mais completas surgiram no início do século XX.
    Não havia meios de detectá-los, tanto é que a detecção aconteceu apenas recentemente.
    E o que vimos era exatamente o que gente utilizando apenas a matemática e a intuição física havia previsto.
    Um caso paradigmático ilustrando o poder da mente humana.
    Se o seu intuito foi este, o de ridicularizar a ciência, então acho melhor o senhor parar de fazer uso de medicamentos, de computadores, etc.
    Por exemplo, os computadores são construídos com base em teorias consideradas ‘malucas’ e sem sentido quando surgiram.
    Pesquise no que se baseia e de onde veio a física de estado sólido… E as polêmicas envolvendo o surgimento das teorias em que esta física baseia-se.
    Pois quase tudo, inicialmente, não tinha qualquer aplicação prática.

    Um conselho: estude mais para não falar bobagem.

  8. Aguirre
    domingo, 2 de junho de 2019 – 18:42 hs

    O doutor Barros com essa tentativa de promover a bruxaria para o patamar da medicina, já fez o suficiente para merecer um capítulo
    á parte no livro “Como a Picaretagem Conquistou o Mundo”.

  9. Aguirre
    segunda-feira, 3 de junho de 2019 – 10:46 hs

    Pode-se criticar o doutor Barros por seu desempenho pregresso como político, mas ninguém pode negar seu esforço para manter o país no atraso.

  10. Lucineia Marques
    domingo, 1 de março de 2020 – 21:51 hs

    Certeza que o comentarista que desqualifica às terapias holística seria o mesmo que mandaria para a fogueira o primeiro cientista que disse que a terra era redonda. Ele certamente tem um aparelho de telefone que pode se comunicar, em viva voz com alguém do outro lado do mundo e não sabe nada sobre energia, frequencia e ondas…. Um ignorante, mas que pode aprender, se quiser. A
    Há cinquenta anos, se alguém dissesse a esse tipo de pessoa que existiria, em breve, um aparelho como o telefone que ele usa hoj e, certeza que diria que isso era coisa de vudu e macumba. Se a evolução Humana dependesse desse pipo de gente, a humanidade estaria morando em cavernas…. Só Isso.

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