Manifestantes voltam às ruas por mais verbas para universidades | Fábio Campana

Manifestantes voltam às ruas por mais verbas para universidades

Estudantes e representantes de entidades estudantis e de sindicatos de trabalhadores participam hoje (30), em várias cidades do país e também no exterior, de atos contra o contingenciamento de verbas públicas para universidades federais. Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), há previsão de mobilizações em 143 municípios do país. É a segunda vez este mês em que os manifestantes vão às ruas em defesa de manutenção de recursos para o ensino superior.

No Facebook, o protesto de Curitiba contava até as 17 horas de quarta com 13 mil confirmações e 35 mil interessados. Os metalúrgicos da Grande Curitiba confirmaram que vão participar da mobilização na Praça Santos Andrade, ao lado de professores, estudantes e demais categorias de trabalhadores.

A manifestação está marcada para as 18 horas na Praça Santos Andrade, mas a concentração começará antes com um ato de reposição da faixa de apoio à educação na frente do prédio da Federal – a faixa foi retirada no domingo pelos manifestantes que participaram da marcha bolsonarista.

Belém

Na capital paraense, a manifestação contou com a participação de petroleiros e portuário. Além de protestarem contra o contingenciamento de recursos para a educação anunciado pelo governo federal em função da crise fiscal, os participantes do ato criticam as propostas de mudanças nas regras da Previdência Social e de privatização de empresas públicas, como a Eletrobras e as companhias Docas.

Manifestantes interditaram uma via de acesso ao terminal portuário de Miramar. Segundo a administradora do terminal, a Companhia Docas do Pará (CDP), a interdição de um trecho da Rodovia Salgado Filho, que dá acesso ao porto, não chegou a afetar a movimentação de cargas no terminal. A Polícia Militar não divulgou o número de manifestantes, mas informou que o ato foi pacífico e que o tráfego de veículos já foi normalizado.

São Luís
Uma exposição de projetos de pesquisa acadêmica desenvolvidos em quatro instituições de ensino federais e estaduais foi instalada na Praça Deodoro, no centro, onde há a concentração para a caminhada agendada para as 15h. Entre as atividades que estão sendo oferecidas à população que passa pelo local, é possível simular o cálculo de tempo para aposentadoria caso as novas regras propostas sejam aprovadas pelo Congresso Nacional.

Também na capital maranhense, um grupo de estudantes universitários se concentrou em frente à Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Entre as 6h30 e as 9h30, os estudantes bloquearam o acesso ao campus, com exceção do ingresso de funcionários do Instituto Médico-Legal (IML) e dos participantes de um evento acadêmico e de um concurso público cuja prova está sendo aplicada no local. Os estudantes também distribuíram panfletos explicando a motivação dos atos que ocorrem em todo o país.

Em nota, a reitoria da UFMA apoia as manifestações, classificando-as como “um marco histórico fundamental para que se reveja essa decisão e se compreenda que a educação é um investimento no futuro do país e a possibilidade de desenvolvimento social, cultural, tecnológico e humano”. A reitoria sugere que nenhuma atividade acadêmica que inviabilize a participação dos estudantes, técnicos-administrativos e docentes da instituição seja realizada durante o dia.

Salvador
Centenas de pessoas participam de uma caminhada pelas ruas da região central. Os primeiros manifestantes chegaram ao Largo Campo Grande, local de concentração, pouco antes das 9h. Uma hora depois, os estudantes e trabalhadores da educação já ocupavam parte da Avenida Sete de Setembro, por onde seguiram em caminhada com destino à Praça Castro Alves, a cerca de 2 quilômetros de distância.

Segundo informe divulgado às 12h30 pela Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), o protesto contra o contingenciamento de verbas da educação deixa o trânsito lento em toda a região central da capital soteropolitana. Guarnições da Polícia Militar acompanham o ato. Até o momento, nenhuma ocorrência foi registrada.

Ao divulgar a 5ª Pesquisa Nacional de Perfil dos Graduandos, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) afirmou, em nota, que precisa de recursos para atender satisfatoriamente às demandas estudantis já que, segundo a instituição, o corpo discente é formado por jovens de menor poder aquisitivo, sobretudo mulheres e negros. A UFBA afirma que, embora o anúncio de contingenciamento feito pelo MEC não atinja diretamente as políticas de assistência estudantil, estas deverão ser “severamente impactada na medida em que o funcionamento geral da universidade fique comprometido”. Ainda de acordo com a universidade, três de cada quatro dos alunos matriculados são negros e de baixa renda, mas apenas um deles já teve acesso às políticas assistenciais.

MEC
Segundo o Ministério da Educação (MEC), o bloqueio de recursos se deve a restrições orçamentárias impostas a toda a administração pública federal em função da atual crise financeira e da baixa arrecadação dos cofres públicos. O bloqueio de 30% dos recursos, inicialmente anunciado pelo MEC, diz respeito às despesas discricionárias das universidades federais, ou seja, aquelas não obrigatórias. Se considerado o orçamento total dessas instituições (R$ 49,6 bilhões), o percentual bloqueado é de 3,4%.

O MEC afirma também que do total previsto para as universidades federais (R$ 49,6 bilhões), 85,34% (ou R$ 42,3 bilhões) são despesas obrigatórias com pessoal (pagamento de salários para professores e demais servidores, bem como benefícios para inativos e pensionistas) e não podem ser contingenciadas.

De acordo com o ministério, 13,83% (ou R$ 6,9 bilhões) são despesas discricionárias e 0,83% (R$ 0,4 bilhão) diz respeito àquelas despesas para cumprimento de emendas parlamentares impositivas – já contingenciadas anteriormente pelo governo federal.


7 comentários

  1. Rr
    quinta-feira, 30 de maio de 2019 – 14:13 hs

    Pessoa do bem,fazem passeatas aos domingos,maconheiros,vagabundos que não trabalham,em dias úteis.

  2. Josi
    sábado, 1 de junho de 2019 – 0:16 hs

    Este povo deveria era fazer manifesto contra essa corja de políticos corruptos que ganhao altos salários , verbas pra gabinete e outras regalias. O Brasil quebrou, nao foi por causa da Previdência…e sim por causa dessa corja de padrão, sanguessugas
    Que estão acabando com o Brasil. Verba pra Educação, só começar cortando os altos salários desses Safados., que aí sobra pra investir em redução.

  3. Ein Sof
    sábado, 1 de junho de 2019 – 12:33 hs

    Hum… sinto um ranço em certas pessoas por não ter passado no vestibular em universidade pública, ao ler certos comentários…

  4. Ein Sof
    sábado, 1 de junho de 2019 – 14:26 hs

    Caro Rr, peço que a partir de agora você use de forma prática essas suas ideias idiotas de que estudantes de universidades publicas não passam de um bando de maconheiros, etc.

    Vai consultar médico? Pergunte a ele se ele é formado em universidade pública, e se for, desista dele e consulte com um formado em universidade privada.
    Faça o mesmo com todos os outros profissionais: contadores, engenheiros de todos os tipos, advogados…

    Sério, se estudante de universidade pública não presta, passe a usar apenas serviços de pessoas formadas em universidades privadas.
    Aposto que você não faz isto na sua vida pessoal. Então, a partir de agora, seja coerente e siga o meu conselho.

    Sério, profissionais formados em universidades públicas, em quase todas as áreas, estão anos-luz à frente dos formados em universidades privadas, pelo fato de o ensino e os professores serem infinitamente melhores, e pelo fato de o ensino ser muito mais amplo,

    Não sei, mas noto que você na verdade tem um ranço contra universidade pública pelo fato de não ter tido capacidade para passar nos vestibulares concorridos delas.
    Só te dou um conselho: estude mais, faça mais esforço, e tente de novo. Um dia você acaba passando!

  5. Ein Sof
    sábado, 1 de junho de 2019 – 15:33 hs

    Caro Rr, só para terminar o meu arrazoado:
    Existem algumas universidades privadas excelentes. Mas a maioria é porcaria, arapucas que só faltam colocar gente ‘laçando’ pessoas a esmo na rua para efetuar matrículas.
    Já fiz inscrição em vestibular de uma faculdade privada, e nem mesmo fui fazer a tal prova.
    E não é que eles ligaram para que eu fosse efetivar a matrícula, pois havia passado no processo seletivo?
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    E é com esse tipo de faculdade que você acha que a gente vai resolver qualquer coisa no Brasil, no que se refere à educação de qualidade?

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  6. Ein Sof
    sábado, 1 de junho de 2019 – 15:52 hs

    Só mesmo para finalizar, Rr:
    Olha a pontuação e a concordância no seu comentário asinino.
    Que tal dar uma passadinha em uma biblioteca pública, fazer uma carteirinha, e ler qualquer coisa (no seu caso, qualquer coisa ajudaria!).
    Pois lendo a gente começa a aprender a usar as regras de pontuação e concordância, sem mesmo precisar decorar as regras formais.
    É intuitivo.
    Seria bem melhor gastar seu tempo fazendo isto, e apenas depois de aprender a escrever direito (para os olhos das pessoas não doam ao ler as suas asnices) comentar asnices.
    Pelo menos elas estaria escritas em uma forma melhor.
    Continuariam sendo asnices, mas pelo menos não haveria ofensa aos olhos de quem tivesse o infortúnio de ler a sua ‘produção intelectual’.

  7. Ein Sof
    sábado, 1 de junho de 2019 – 16:00 hs

    Josi, você está coberta de razão.
    Deve estar fazendo falta a verba mesmo, pois quando vejo alguém escrevendo ‘ganhão’ e usando pontuação errada, vejo que precisamos aumentar em 1000000000000000% o orçamento da educação.

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