Itaipu enxuga R$ 7 milhões com fim de escritório em Curitiba | Fábio Campana

Itaipu enxuga R$ 7 milhões com fim de escritório em Curitiba

Até 2024, ou seja, dentro de cinco anos, a usina de Itaipu deverá ter uma economia de aproximadamente R$ 7 milhões com o enxugamento do escritório de Curitiba e, por consequência, a transferência de quase 150 empregados da capital paranaense para Foz do Iguaçu.

Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (30) pela secretária executiva da Diretoria-Geral Brasileira, Rosimeri Fauth Ramadas Martins, aos diretores brasileiros da Itaipu, durante reunião de Diretoria. Rosimeri é a coordenadora do plano de migração, que prevê, entre outras medidas, o estudo de realocação de atividades da Responsabilidade Social, Mobilidade Elétrica e Energias Renováveis.

Itaipu manterá em Curitiba apenas uma unidade de representação, a exemplo do que ocorre em Brasília (DF). A medida de austeridade adotada pelo general Joaquim Silva e Luna dá um recado importante à sociedade, já que o comando da usina está em Foz do Iguaçu, onde os próprios diretores estão lotados. Silva e Luna é o primeiro diretor-geral brasileiro no cargo a fixar residência na cidade.

Otimização de estruturas
Mesmo com o impacto inicial de 13% na folha para os empregados transferidos a Foz, previstos como adicional de fronteira, já no primeiro ano da transferência Itaipu fará uma economia de R$ 500 mil. No segundo ano, em 2021, a economia acumulada subirá para 2,5 milhões. Em 2022, esse valor irá para R$ 4,2 milhões; em 2023, salta para R$ 5,7 milhões; e, em 2024, a economia acumulada em todos esses anos chegará a R$ 7 milhões.

De acordo com o plano de migração, as atividades de sombreamento e duplicidade, isto é, que existem em Foz do Iguaçu e em Curitiba, serão revistas, para otimizar estruturas e processos e propiciar melhor aproveitamento das equipes. Os empregados atualmente lotados em Curitiba e suas respectivas funções deverão ser realocados em Foz do Iguaçu, preferencialmente, pela diretoria de origem.

Premissas
De acordo com a Resolução da Diretoria Executiva, a transferência de pessoal entre áreas, quando necessária, será facilitada, em proveito do interesse empresarial e profissional, considerando-se a formação e as competências dos empregados.

O apoio para as transferências será dado pela Superintendência de Serviços Gerais, que buscará instalações, mesmo que provisórias, a cada empregado ou equipe, à medida que forem transferidos para os escritórios de Foz do Iguaçu. Os casos excepcionais que envolvam o Programa Permanente de Desligamento Voluntário (PPDV) serão analisados individualmente pelo Grupo de Trabalho responsável pelo processo de migração.

Até janeiro
A migração começa em julho e será concluída em 31 de janeiro de 2020. Ela poderá ser gradual, atendendo às necessidades dos empregados, mas sempre condicionada à preservação dos processos e atividades, tendo em vista o interesse empresarial.


Um comentário

  1. LUIZ SIMONI
    sábado, 1 de junho de 2019 – 17:41 hs

    No Brasil, cabide e boquinha, é o que mais tem. Certa vez li uma história inacreditável. Até pouco tempo teria um escritório no Rio de Janeiro, que foi montado quando da construção da ponte Rio Niteroi. Era um escritório administrativo, para servir durante a execução das obras.

    A ponte já tinha acabado fazia anos e o escritório estava lá com todos ganhando, acho que sem fazer nada.

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