Estudantes protestam contra o corte de verbas da Universidade | Fábio Campana

Estudantes protestam contra o corte de verbas da Universidade

Estudantes, professores, servidores de universidades, de escolas estaduais e municipais, ocupam as ruas do centro de Curitiba em protesto contra os cortes de verbas das universidades e na educação básica. O Ministério da Educação (MEC) já fez bloqueios de R$ 5,7 bilhões, o que representa cerca de 23% do orçamento discricionário (não obrigatório), cortando verbas direcionadas a todas as etapas da educação.

É parte da primeira mobilização nacional contra o presidente Jair Bolsonaro, cujo governo congelou 25% das despesas discricionárias de universidades e instituições federais de ensino. O bloqueio de repasses foi anunciado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, e atinge os gastos que não são obrigatórios, ou seja, investimentos em pesquisas, contas de água e luz, aquisição de materiais, entre outros – os salários não fazem parte do contingenciamento.

Segundo Weintraub, o congelamento pode ser revisto caso a economia brasileira melhore, em um claro recado em defesa da aprovação da reforma da Previdência. O bloqueio, no entanto, arrisca inviabilizar a operação de algumas universidades e já provocou o corte de 3,5 mil bolsas de mestrado e doutorado da Capes, principal agência do governo de incentivo à produção científica.

A crise fez a Câmara dos Deputados aprovar uma convocação de Weintraub para esta quarta-feira, fato inédito até então no governo Bolsonaro. Na noite da última terça (14), líderes partidários, inclusive do PSL, chegaram a dizer que o presidente havia cancelado o contingenciamento, mas a informação foi desmentida pela Casa Civil.

Protestos

Em São Paulo, a paralisação de estudantes e professores conta com a adesão de escolas públicas e particulares, além das principais universidades da capital, como USP e Unifesp.

Também há registro de atos em Campinas, Sorocaba e Santos, além de diversos estados do país, como Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Sergipe. No Rio de Janeiro, a greve envolve a UFRJ e o Colégio Pedro II, que é de administração federal, entre outras instituições.

O Rio ainda será palco de um protesto unificado na Candelária, a partir das 17h, provavelmente o maior ato desta quarta-feira. Os manifestantes também protestam em defesa da liberdade de ensino nas universidades e contra o projeto “Escola sem Partido”, que busca impedir professores de abordarem temas políticos nas aulas.

Estudantes, professores, servidores de universidades, de escolas estaduais e municipais, ocupam as ruas do centro de Curitiba em protesto contra os cortes de verbas das universidades e na educação básica. O Ministério da Educação (MEC) já fez bloqueios de R$ 5,7 bilhões, o que representa cerca de 23% do orçamento discricionário (não obrigatório), cortando verbas direcionadas a todas as etapas da educação.

Segundo Weintraub, o congelamento pode ser revisto caso a economia brasileira melhore, em um claro recado em defesa da aprovação da reforma da Previdência. O bloqueio, no entanto, arrisca inviabilizar a operação de algumas universidades e já provocou o corte de 3,5 mil bolsas de mestrado e doutorado da Capes, principal agência do governo de incentivo à produção científica.

A crise fez a Câmara dos Deputados aprovar uma convocação de Weintraub para esta quarta-feira, fato inédito até então no governo Bolsonaro. Na noite da última terça (14), líderes partidários, inclusive do PSL, chegaram a dizer que o presidente havia cancelado o contingenciamento, mas a informação foi desmentida pela Casa Civil.


4 comentários

  1. Rr
    quarta-feira, 15 de maio de 2019 – 13:36 hs

    E continua a marcha da maconha.

  2. Isaias Andrade
    quarta-feira, 15 de maio de 2019 – 14:38 hs

    As Universidades não tem dinheiro ? mentira, são ma administradas, como pode ser visto o milionário desvio de recursos feito na UFPR e punido com prisão para diversos ladrões vagabundos

  3. Larry de Camargo Vianna Nascim
    quarta-feira, 15 de maio de 2019 – 22:53 hs

    Tem mais que cortar mesmo

  4. QUESTIONADOR
    quinta-feira, 16 de maio de 2019 – 10:37 hs

    -Acho que antes do contingenciamento de verbas, o Ministro da Educação deveria propor uma moratória de 30 dias nas Universidades Federais, aplicação da Lei da Transparência e auditoria por técnicos do Tribunal de Contas da União…e se a chiadeira fosse grande…implicaria no contingenciamento de recursos!!!
    -A medida foi precipitada e o desgaste político maio ainda!!!
    -No Paraná a Meta 4 ainda está rendendo assunto…

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*