Empreiteiro é mantido refém em boate de Curitiba durante 4 dias | Fábio Campana

Empreiteiro é mantido refém em boate de Curitiba durante 4 dias

da Banda B

Seis pessoas foram presas, nesta terça-feira (21), suspeitas de manterem um empreiteiro como refém por quatro dias dentro de uma boate de Curitiba. De acordo com a Polícia Civil, a vítima teria chegado ao estabelecimento, localizado no bairro Sítio Cercado, na noite de quinta-feira (16) e gastado cerca de R$ 4 mil apenas até às 4h da madrugada de sexta. Os detidos, porém, exigiam um total de quase R$ 30 mil para liberar o empreiteiro do local.

A Polícia Civil chegou até a casa noturna graças a mensagens enviada pela vítima à esposa. Nelas, o empreiteiro diz que “precisa pagar pelo erro”. No momento do pedido, ele já teria pago cerca de R$ 9 mil, entre usos da máquina de cartão do estabelecimento e saques realizados pelo segurança.

Segundo o delegado Rinaldo Ivanike, do 10° Distrito Policial, toda a ação aconteceu a mando do casal dono da boate. “O empreiteiro fez vários consumos e foi surpreendido com essa conta alta, que é absurda. Mas, mesmo que ele devesse esse valor mesmo, não poderia ser preso assim, o que configura a extorsão mediante a sequestro”, explicou.

Além do casal, outros quatro foram detidos em flagrante na noite de segunda-feira (20). Segundo a polícia, eles estariam atuando como seguranças e impedindo a saída do empreiteiro do local.

No momento em que o empreiteiro foi encontrado, os donos ainda exigiam o pagamento de aproximadamente R$ 20 mil.

Proprietária nega
Durante apresentação à imprensa, a dona do estabelecimento, de 37 anos, negou qualquer crime. Segundo ela, quem não quis sair da boate foi o empreiteiro. “Ele é um cliente que chegou magoado, que eu acredito que a esposa deve ter aprontado alguma, mas que é um sem vergonha por acusar a gente. Era ele que não queria sair, tanto que ficou com o celular a todo momento. Ele entrava e saía a todo momento e temos imagens para provar”, garantiu.

Sobre a dívida, ela afirma que não foi paga totalmente antes por um bloqueio no banco da vítima.

A versão, porém, não convenceu a Polícia Civil, que mantém todos os seis presos no 10° Distrito. O casal preso ainda responde por exploração sexual.

Todos os seis agora permanecem à disposição da Justiça.


Um comentário

  1. Orêia Sêca
    quarta-feira, 22 de maio de 2019 – 7:54 hs

    Karaka…. comeu todas?

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