Lá vem a bateria da Mocidade Independente | Fábio Campana

Lá vem a bateria da
Mocidade Independente

Há, na Assembleia Legislativa, um grupo de deputados que não se submeteu às rédeas do governo. Os mais aguerridos são os novatos, mas os do MDB e PT não ficam atrás. E há alguns mais antigos, experimentados, que não estão para achegos com o Palácio Iguaçu. Essa rapaziada já é chamada de Bateria da Mocidade Independente, porque vem disposta a fazer um barulho suficiente para ser ouvida muito além do Centro Cívico. E não é só no discurso. Vão fundo em análises de temas espinhosos, como as falácias da reforma administrativa, os salários de marajás nas estatais, a aposentadoria de ex-governadores, os privilégios de certas corporações.

Entre os independentes figuram o Soldado Fruet, do PROS, Homero Marchese, do PROS; Requião Filho, do MDB; Anibelli Filho, MDB; Tadeu Veneri, do PT; Arilson Chiorato, do PT; Professor Lemos, do PT; Luiz Carlos Martins, do PP; Plauto Miró Guimarães, do DEM. Todos já se pronunciaram, cada qual a sua maneira, sobre assuntos que a articulação politica palaciana prefere deixar quietos.

Essa gente pode crescer ou diminuir segundo as circunstâncias. Por exemplo: velhas raposas de antigos carnavais não vão aceitar imposições sem antes passar por diálogos, digamos, sem nota fiscal. Mas este é um trabalho para o andar superior, diretamente com Guto Silva, o poderosos chefe da Casa Civil. Os novatos e o baixo clero são toureados no dia a dia pelo incansável Hussein Bakri.


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