Bolsonaro quer apoio americano para 'libertar o povo' da Venezuela | Fábio Campana

Bolsonaro quer apoio americano para ‘libertar o povo’ da Venezuela

O Globo

Em seu primeiro discurso público nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro se comparou diversas vezes ao presidente americano, Donald Trump, e citou a “capacidade econômica e bélica” dos Estados Unidos para resolver questões como o da Venezuela. Bolsonaro falou por dez minutos de improviso e em português, e disse que os dois países devem, juntos, “resolver a questão da Venezuela”:

— Temos alguns assuntos que estamos trabalhando em conjunto, reconhecendo obviamente a capacidade econômica, bélica, entre outros, dos Estados Unidos — afirmou. — Temos que resolver a questão da nossa Venezuela. A Venezuela não pode continuar do jeito que se encontra. Aquele povo tem que ser libertado. E contamos com apoio norte-americano para que esse objetivo seja alcançado. Juntos podemos fazer muito.

O presidente discursou depois dos ministros da Fazenda, Paulo Guedes, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Bolsonaro afirmou que “conheceu o senhor Donald Trump por ocasião das prévias”, e que rapidamente identificou-se com o então candidato em função “dos ataques da mídia e das fake news”.

— Quando ele começou a sofrer ataques da mídia e fake news, eu diria que já os sofria há dois anos no Brasil, desde que a esquerda enxergou uma potencialidade nossa — disse. — Queremos um Brasil Grande, assim como Trump quer a América grande.

Bolsonaro disse que hoje o Brasil tem um “presidente amigo dos Estados Unidos, que admira os Estados Unidos”, enquanto, nas últimas décadas “era tradição no Brasil eleger um presidente de mãos dadas com a corrupção e inimigos dos EUA”. Ele afirmou que os dois países têm população conservadora, o que pode sustentar acordos:

— O povo brasileiro é muito parecido com o americano. Conservador, temente a Deus, e portanto cristão, e não aceitava mais crescimento da esquerda — disse. — Juntos, podemos fazer muito, e essa união, até pela proximidade Brasil-Estados Unidos, pode ter certeza, alavancaremos mais ainda não só a nossa economia, bem como os valores que ao longo dos últimos anos foram deixados para trás.

Em referência à própria eleição, Bolsonaro disse que o Brasil fez uma guinada da “esquerda para a centro-direita”. Ele atacou os governos de Lula e Dilma, ignorando os dois anos de Michel Temer.

— Nós tínhamos “fake news” contra nós, grande parte da mídia contra, e só arranjamos um partido político seis meses antes das eleições. Acredito a política no Brasil tem muito a melhorar, mas a guinada da esquerda para a centro-direita fez a diferença no Brasil — afirmou. — O povo cansou-se da velha política, do “toma lá, dá cá”, das negociações e dos péssimos exemplos do PT, materializados em Dilma e em Lula.

Como já fez por diversas vezes, Bolsonaro disse ser “admirador dos Estados Unidos, que admira esse país maravilhoso”, acrescentando também ser “um admirador de Ronald Reagan, que dizia que o povo precisa conduzir o Estado e não o contrário”. Esta admiração, disse, se traduziu na aproximação com Paulo Guedes.


3 comentários

  1. Aprigio Fonseca
    segunda-feira, 18 de março de 2019 – 23:28 hs

    Não seria melhor primeiro libertar nós aqui desse bando de bandoleiros.

  2. Elton
    terça-feira, 19 de março de 2019 – 10:36 hs

    Deveria se preocupar com a liberdade da população do Rio de Janeiro que, não é de hoje, é refém do crime organizado e das milícias. Deveria estar preocupado com os fuzis de uso restrito das forças armadas dos USA que foram encontrados com os envolvidos no assassinato da vereadora Marielle…Esse cara é uma piada. Um verdadeiro lacaio a serviço dos interesses dos USA aqui no Brasil.

  3. terça-feira, 19 de março de 2019 – 14:38 hs

    Elton (#eltonsofalabosta) quem te disse que os fuzis são de uso restrito das forças Norte Americanas?

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