PF investiga se delegado obstruiu investigações do caso Marielle | Fábio Campana

PF investiga se delegado obstruiu investigações do caso Marielle

A Polícia Federal realiza uma operação, na manhã desta quinta-feira (21), para cumprir oito mandados de busca e apreensão relacionados aos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Equipes estão na cobertura onde mora o delegado federal Helio Khristian Cunha de Almeida, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. De acordo com a PF, o objetivo é apurar suposta tentativa de obstruir a investigação do crime. No próximo dia 14, os assassinatos de Marielle e Anderson completam um ano. As medidas foram autorizadas pela Justiça Estadual após serem submetidas ao Ministério Público do Rio de Janeiro.

Um dos oito mandados é cumprido em endereço ligado a um PM que virou testemunha-chave da DH após prestar um depoimento em maio do ano passado. Ele apontou o miliciano Orlando de Curicica de envolvimento no atentado, ao lado do vereador Marcello Siciliano – ambos negaram à época. Há ainda mandados de busca e apreensão contra a advogada da testemunha.

O delegado foi quem recebeu a testemunha, levada até ele pela advogada Camila Moreira Lima Nogueira. Após um encontro num clube na Urca, eles decidiram encaminhar o PM ao então chefe da Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa, que encaminhou todos para a Delegacia de Homicídios.


2 comentários

  1. junior
    sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019 – 10:43 hs

    Um delegado morando em cobertura, salvo se tenha outras rendas além da remuneração, já é por demais suspeito!!
    https://extra.globo.com/casos-de-policia/delegado-federal-condenado-por-suspeita-de-criar-esquema-de-cobranca-de-propina-empresarios-11078114.html

  2. Carioca da Gema
    sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019 – 19:34 hs

    Infelizmente no meu Rio de Janeiro a corrupção tomou todos os poderes, hoje não podemos nos dirigir ao MP fazer uma denuncia, pois não sabemos se aquele promotor não faz parte dos grupos de milicianos ou das facções criminosas, não se pode confiar em um juiz ou delegado, muito menos em um coronel da PM. Que triste fim para o meu estado e a minha ex cidade maravilhosa.

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