Flávio Bolsonaro leva para o Senado assessores que defenderam família na Justiça | Fábio Campana

Flávio Bolsonaro leva para o Senado assessores que defenderam família na Justiça

A notícia é do Estadão e versa sobre os três advogados que Flavio Bolsonaro nomeou em seu gabinete no Senado. Eles atuaram em processos particulares da família enquanto eram seus assessores parlamentares na Alerj.
A notícia pode se transformar em mais uma complicação na vida de Flavio.
Fernando Nascimento Pessoa, Lygia Regina de Oliveira Martan e Miguel Ângelo Braga Grillo estão entre os 14 assessores parlamentares comissionados (sem concurso) nomeados por Flávio em seu gabinete no início do mês. Cada um deles deve receber salário de R$ 13,7 mil do Senado.
O trio, junto com o advogado Victor Granado Alves, também ex-assessor de Flávio na Alerj, figuram em pelo menos 52 processos da família Bolsonaro que tramitam no Tribunal de Justiça do Rio, no Superior Tribunal de Justiça, na Justiça Federal e no Supremo Tribunal Federal.

Entre os casos estão a contestação a uma multa de trânsito aplicada a Fernanda Bolsonaro, mulher do senador, um processo de ameaça envolvendo a primeira-dama Michelle Bolsonaro, a denúncia por pesca ilegal contra o presidente Jair Bolsonaro e uma ação de Flávio contra o cancelamento de seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil do Rio (OAB-RJ).

À época do processo, em 2012, a OAB-RJ, solicitou que a Justiça enviasse cópia do processo ao Ministério Público do Rio e para a Alerj para investigar possível ato de improbidade adminisnitrativa pelo então deputado estadual. Além da assinatura dos assessores Lygia Martan e Miguel Grillo, a ação continha o brasão do Estado do Rio, o timbre da Assembleia e a inscrição “gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro”.

“É que esta ação, que tem cunho estritamente pessoal, em nada pertinente ao mandato do autor como parlamentar, pode ter sido ajuizada com a utilização de recursos humanos e materiais de seu gabinete na Alerj”, apontou à época o advogado Guilherme Peres de Oliveira, que defendeu a OAB-RJ no caso. Nennhum procedimento foi aberto para investigar o caso.

Na semana passada, Flávio Bolsonaro afirmou ao Estado, por meio de nota, que “não há impedimento legal ou ético na atuação desses profissionais em processos particulares” e que os assessores parlamentares “só são remunerados ‘ad exitum’, ou seja, quando a ação é vitoriosa”.

O Estado questionou a assessoria do senador se ele firmou contratos específicos para cada processo particular e se seus assessores receberam honorários advocatícios quando o defenderam em ações sem relação com o mandato, mas não obteve resposta. Flávio também não comentou o fato de ter usado a estrutura do gabinete no processo contra a OAB-RJ em 2012.

Flávio Bolsonaro é um dos 27 políticos do Rio de Janeiro investigados por suspeita de desvio de recursos públicos em seus gabinetes na Alerj. Relatórios de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostraram que movimentações financeiras atípicas nas contas de Flávio e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Ambos negam irregularidades.


6 comentários

  1. Benedito
    quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019 – 14:51 hs

    Sério isso? Flávio, assim como qualquer parlamentar, pode nomear quem ele conhece e confia, você não nomeia estranhos! A cruzada da extrema imprensa contra a familia Bolsonaro continua, filtrem tudo que vem da Globo, IstoÉ, Veja, Folha/Uol, Estadão, Antagonista e et caterva! Flávio foi responsável pelo afundamento do Titanic, sabia editor?

  2. Renato Santos
    quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019 – 14:53 hs

    Matéria ridícula, ta feio para a imprensa. Eles queriam que ele colocasse de assessores dele pessoas não ligadas a ele? Da uma filtrada Fabio!

  3. Draco
    quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019 – 15:06 hs

    Cabra çafado! Dispruvidu de corassão!!!! Inveiz de dá imprego pros acusador, dá pros defensor!!

  4. Jorge Hardt Filho
    quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019 – 15:57 hs

    Queriam que ele levasse para o Senado assessores que atacaram a família na Justiça?

  5. quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019 – 16:40 hs

    Essa dor de cotovelo vai longe, mas não adianta a teta secou. hahahahahaha.

  6. Zezão
    quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019 – 16:48 hs

    Será que as pessoas não entendem as supostas ligações e isto é uma maneira de quem tem o rabo preso ?? Diria até quando vai essa onda de defender tudo e qualquer ato da família Bolsonaro?
    Misericórdia……

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