Bebianno, um 'corpo estranho' no Palácio | Fábio Campana

Bebianno, um ‘corpo estranho’ no Palácio

Coluna do Estadão,
Gustavo Bebianno sempre foi considerado pelos hegemônicos núcleos familiar e militar do governo um “corpo estranho” no Planalto. Ainda que militares tenham entrado em cena para defender o ministro, eles nunca se sentiram completamente à vontade com a presença dele no Palácio. Foi apenas um gesto estratégico. Se ele ficar, cobram a fatura por terem debelado a crise. Se ele cair, querem indicar o substituto ou extinguir o cargo. A desconfiança em relação a Bebianno foi reforçada pelo bom trânsito dele com veículos de comunicação.
Fato é que por trás da crise envolvendo Bebianno há mais do que o suposto laranjal de candidaturas do PSL. Parte do núcleo familiar e dos militares nunca engoliu também o bom trânsito do ministro com Renan Calheiros.
Um convite de Renan para que Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro, participasse da posse dos novos senadores desagradou a bolsonaristas de raiz que lutavam contra Renan na eleição do Senado. 
Para esse grupo, Marinho e Bebianno agiram sem a autorização de Bolsonaro na aproximação com Renan e conspiravam para tomar o lugar do filho do presidente no Senado.
Marinho afirma que foi convidado por Flávio e por Renan e que foi responsável pela aproximação de ambos.
Há quem defenda que Bebianno pode ser mais útil na presidência do PSL. Seria uma figura de autoridade para acabar com as muitas trapalhadas.

(Foto: Sergio Moraes/Reuters)


Um comentário

  1. Aprigio Fonseca
    sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019 – 19:30 hs

    Gente do céu,isso ai é um governo ou é uma briga de boteco ,com a palavra rsrsrsrsrsr os leitores raivosos daqui rsrsrsrsrs

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